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Conmebol defende diálogo na Fifa após desistência de plano comercial

Entidade sul-americana pede respeito à governança após a Fifa abandonar projeto de venda de ativos que envolvia investidores ligados a Donald Trump.

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Foto: Máquina do Esporte
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06/08 às 12:45 · atualizado 18:33

Pontos principais

  • A Conmebol emitiu comunicado oficial defendendo a institucionalidade e o diálogo interno na Fifa.
  • A manifestação ocorre após a Fifa desistir do projeto 'Fifa Forward Enterprise', que previa a venda de 20% de seus direitos comerciais.
  • O plano cancelado contava com a participação de investidores ligados ao presidente dos EUA, Donald Trump.
  • A entidade sul-americana criticou ações unilaterais, embora tenha evitado citar diretamente o presidente Gianni Infantino.
  • A crise de governança na Fifa mantém tensões com a Uefa, que exige garantias contra decisões tomadas sem consulta prévia.

A Conmebol divulgou um comunicado oficial reforçando a necessidade de respeito aos mecanismos de governança e ao diálogo interno dentro da Fifa. O posicionamento da entidade sul-americana surge como uma reação direta ao abandono, por parte da cúpula da Fifa, do projeto conhecido como 'Fifa Forward Enterprise'. A proposta previa a venda de 20% dos ativos comerciais da organização para investidores vinculados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e gerou forte resistência entre federações globais.

Embora tenha celebrado o recuo da Fifa em relação à privatização de seus direitos, o comunicado da Conmebol evitou mencionar nominalmente o presidente da entidade, Gianni Infantino, que foi o principal articulador da medida. A postura da confederação sul-americana reflete um esforço para equilibrar a defesa da estabilidade institucional com a crescente pressão de outras federações, como a Uefa, que mantém ameaças de boicote a competições futuras caso não receba garantias de que decisões unilaterais não serão repetidas. O cenário de incerteza impacta o planejamento de eventos como a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, e levanta questionamentos sobre a gestão da entidade às vésperas do processo eleitoral de 2027.

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