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Investidor estrangeiro retorna à B3 com aporte de R$ 2,56 bilhões em julho

Após meses de saída, capital internacional volta à bolsa brasileira impulsionado por rotação global de portfólios e busca por ativos com valuations descontados.

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Foto: Times Brasil
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05/08 às 07:15 · atualizado 18:05

Pontos principais

  • O ingresso líquido de R$ 2,56 bilhões em julho marcou o primeiro desempenho mensal positivo do Ibovespa desde fevereiro.
  • O movimento é atribuído ao esfriamento da 'AI trade' global, levando investidores a migrar de ativos tecnológicos para mercados mais baratos.
  • A alta do preço do petróleo e a desaceleração da inflação doméstica no Brasil favoreceram a atratividade do mercado local.
  • Instituições como o JPMorgan alertam que a continuidade do fluxo pode ser limitada pela proximidade das eleições presidenciais.
  • Apesar da cautela, a XP mantém projeção otimista para o Ibovespa, com meta de 200 mil pontos ao final de 2026.
  • O fluxo cambial total do Brasil em julho foi positivo em US$ 1,94 bilhão, sustentado pelo superávit comercial.

O mercado de ações brasileiro registrou um movimento de retomada em julho, com o retorno do investidor estrangeiro à B3 após um longo período de desinvestimento. O aporte líquido de R$ 2,56 bilhões reflete uma mudança na estratégia global de alocação de capital, que tem se afastado de ativos de inteligência artificial — a chamada 'AI trade' — em busca de mercados emergentes com valuations mais atrativos. Esse fluxo positivo, o primeiro desde fevereiro, foi corroborado por dados do Banco Central que indicaram um saldo cambial positivo de US$ 1,94 bilhão no mês, impulsionado principalmente pelo desempenho robusto do comércio exterior.

Embora o cenário macroeconômico apresente sinais de melhora, analistas mantêm cautela sobre a sustentabilidade desse movimento a longo prazo. A proximidade das eleições presidenciais de outubro e a manutenção de juros elevados no Brasil são citadas como fatores de risco que podem limitar novos ingressos de capital estrangeiro. Além disso, o ambiente diplomático tenso entre Brasil e Estados Unidos tem gerado volatilidade no câmbio, servindo como um termômetro de risco para os investidores internacionais. Apesar das incertezas, o otimismo persiste em algumas casas de análise, com projeções que miram o Ibovespa em patamares próximos aos 200 mil pontos até o final de 2026.

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