Investidor estrangeiro volta à B3 com aporte de R$ 2,56 bilhões
Fluxo positivo em julho marca a primeira entrada líquida de capital estrangeiro na bolsa brasileira desde fevereiro, impulsionado por rotação global.
Pontos principais
- O ingresso líquido de R$ 2,56 bilhões reverteu a tendência de saída observada nos meses anteriores.
- O movimento foi motivado pela busca de mercados com valuations descontados após o esfriamento da 'AI trade'.
- A alta do petróleo e a desaceleração da inflação doméstica auxiliaram na melhora do sentimento dos investidores.
- JPMorgan alerta que incertezas eleitorais e juros elevados podem limitar a continuidade do fluxo estrangeiro.
O mercado de capitais brasileiro registrou em julho o primeiro saldo positivo de investidores estrangeiros na B3 desde fevereiro, com um aporte líquido de R$ 2,56 bilhões. O movimento reflete uma mudança na estratégia global de alocação de ativos, com investidores reduzindo a exposição ao setor de tecnologia e inteligência artificial para buscar mercados emergentes com valuations mais atrativos. Além da rotação de portfólios, fatores locais como a valorização do petróleo e sinais de arrefecimento na inflação doméstica contribuíram para o otimismo pontual. Apesar do resultado, analistas do JPMorgan mantêm cautela sobre a sustentabilidade desse fluxo a longo prazo, citando a proximidade das eleições presidenciais e a persistência de taxas de juros elevadas como riscos significativos. Em contrapartida, instituições como a XP mantêm uma perspectiva otimista, projetando que o Ibovespa alcance a marca de 200 mil pontos até o final de 2026.
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