Manifestações pedem votação do PL da Misoginia na Câmara
Movimentos sociais realizaram atos pelo país para pressionar a Câmara dos Deputados a votar o projeto que criminaliza a misoginia.
Pontos principais
- O PL 896/2023, já aprovado no Senado, propõe penas de dois a cinco anos de reclusão para crimes motivados por misoginia.
- Manifestantes do grupo Levante Mulheres Vivas organizaram atos em diversas capitais brasileiras neste domingo (2).
- O objetivo é pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a incluir o texto na pauta de votações após o recesso parlamentar.
- A proposta visa integrar crimes de misoginia à Lei 7.716/1989 para combater o feminicídio e a violência digital contra mulheres.
Manifestantes do movimento Levante Mulheres Vivas ocuparam ruas em diversas cidades brasileiras neste domingo (2) para exigir a votação do Projeto de Lei 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. A proposta, que já passou pelo crivo do Senado, busca incluir crimes motivados por ódio contra mulheres na Lei 7.716/1989, estabelecendo penas de reclusão de dois a cinco anos. O ato visa pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a pautar o projeto logo após o recesso parlamentar. Defensores da medida argumentam que o endurecimento da legislação é uma ferramenta essencial para enfrentar o aumento dos casos de feminicídio e a crescente violência digital direcionada ao público feminino. A mobilização busca sensibilizar os parlamentares sobre a urgência do tema antes do próximo ciclo eleitoral.
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