Ultrafarma e Fast Shop são multadas em R$ 2,8 bilhões por fraude fiscal
Empresas foram autuadas por esquema de corrupção que facilitava o ressarcimento de créditos de ICMS em São Paulo mediante pagamento de propinas.
Pontos principais
- A multa total de R$ 2,8 bilhões foi dividida entre a Fast Shop, com R$ 1,47 bilhão, e a Ultrafarma, com R$ 1,38 bilhão.
- O esquema envolvia o pagamento de propinas a auditores fiscais para acelerar e inflar pedidos de ressarcimento de ICMS.
- A investigação, que teve origem na Operação Ícaro, aponta o auditor Artur Gomes da Silva Neto como o principal articulador do esquema.
- O caso resultou na demissão de cinco servidores estaduais e na delação premiada de um auditor aposentado.
A Ultrafarma e a Fast Shop foram multadas em um valor total de R$ 2,8 bilhões devido ao envolvimento em um esquema de corrupção voltado ao ressarcimento irregular de créditos de ICMS no estado de São Paulo. As investigações, que se desdobraram das operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo, revelaram que as empresas pagavam propinas a auditores fiscais para agilizar e manipular pedidos de restituição tributária. O auditor Artur Gomes da Silva Neto é apontado pelas autoridades como o líder da organização criminosa. Além das pesadas sanções financeiras aplicadas às companhias, o escândalo levou à demissão de cinco servidores públicos estaduais e contou com a colaboração de um auditor aposentado em regime de delação premiada. O caso destaca falhas graves na fiscalização tributária e reforça o combate a fraudes que impactam diretamente os cofres públicos.
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