O "Caso Ultrafarma" refere-se a um escândalo de corrupção e fraude tributária, desvendado pela Operação Ícaro, envolvendo a Ultrafarma e seu proprietário, Sidney Oliveira. A empresa é acusada de se beneficiar de um esquema bilionário de propinas pagas a auditores fiscais da Fazenda do Estado de São Paulo para obter ressarcimento indevido de créditos de ICMS-ST, totalizando cerca de R$ 327 milhões. O Ministério Público de São Paulo denunciou Sidney Oliveira e outros envolvidos por corrupção ativa, enquanto um dos auditores fiscais apontados como operador do esquema, Alberto Toshio Murakami, encontra-se foragido nos Estados Unidos com ordem de prisão mantida e inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.
O "Caso Ultrafarma" refere-se a um escândalo de corrupção e fraude tributária desvendado pela Operação Ícaro, que investiga um esquema bilionário de propinas envolvendo auditores fiscais da Fazenda do Estado de São Paulo. A Ultrafarma, empresa de Sidney Oliveira, é mencionada como uma das grandes companhias que teriam se beneficiado indevidamente do esquema para o ressarcimento de créditos tributários. O caso ganhou destaque com a manutenção da ordem de prisão de Alberto Toshio Murakami, conhecido como 'Americano', um dos auditores fiscais foragidos e apontados como operador da trama. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e outros seis envolvidos por corrupção ativa, acusando-os de subornar fiscais e repassar propinas milionárias entre 2021 e 2025. A Ultrafarma teria recebido indevidamente cerca de R$ 327 milhões em créditos de ICMS irregulares, com a liberação acelerada e valores inflados. O MPSP sustenta que houve manipulação deliberada dos procedimentos administrativos para favorecer interesses privados em detrimento do interesse coletivo, causando prejuízo expressivo aos cofres públicos.
A Operação Ícaro foi deflagrada em agosto de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gedec) do Ministério Público de São Paulo. A investigação desmantelou um esquema fraudulento de ressarcimento indevido de créditos tributários, principalmente de ICMS-ST, que envolvia o pagamento de propinas a auditores fiscais. O líder do esquema, segundo a Promotoria, era o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, que está preso e foi exonerado da carreira. Estima-se que o grupo tenha arrecadado pelo menos R$ 1 bilhão em propinas de grandes empresas do varejo para agilizar a liberação de valores, incluindo a Ultrafarma e a Fast Shop. Alberto Toshio Murakami, 'Americano', outro auditor fiscal, é apontado como um dos operadores do esquema, acusado de corrupção por 46 vezes, totalizando R$ 6,6 milhões em propinas. Ele teria facilitado a aproximação entre empresários e a empresa de fachada Smart Tax, usada para lavar dinheiro. 'Americano' aposentou-se em janeiro de 2025 e, quando sua prisão foi decretada, já estava fora do país, residindo em Clarksville, Tennessee, nos Estados Unidos. A Justiça de São Paulo manteve a ordem de prisão preventiva, frustrando o pedido de revogação de sua defesa, e incluiu seu nome na Difusão Vermelha da Interpol em janeiro de 2026. Além de Sidney Oliveira, foram denunciados seu diretor fiscal Rogério Barbosa Caraça e a assistente Jane Gonçalves do Nascimento, que teriam pago propinas aos auditores Artur Gomes da Silva Neto e Alberto Toshio Murakami. O esquema funcionava no posto fiscal de Pinheiros da Secretaria da Fazenda, na Zona Oeste da capital, onde as empresas inflavam os valores dos estoques declarados para aumentar artificialmente os créditos tributários a serem restituídos. O MP solicitou que Sidney Oliveira volte a usar tornozeleira eletrônica e a prisão do ex-fiscal Alberto Toshio Murakami, que está foragido e vive em Maryland, nos Estados Unidos.