Operação Distrato investiga fraude de R$ 3,8 bi em ICMS em SP e PR
Força-tarefa apura esquema de venda de créditos falsos de ICMS que envolve escritórios de advocacia e centenas de empresas em dois estados.
Pontos principais
- A Operação Distrato cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná.
- O esquema é acusado de causar um prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos por meio de créditos falsos de ICMS.
- Investigações apontam o advogado Nelson Wilians e a advogada Mayra Fahur de Paula como líderes da organização.
- Cerca de 752 empresas foram autuadas pelo Fisco paulista por utilizarem os créditos fraudulentos.
- O grupo utilizava figurantes para simular a presença de auditores fiscais e conferir credibilidade às operações.
- A fraude envolvia o uso de empresas inaptas e massas falidas para realizar quase 10 mil lançamentos suspeitos.
- Os crimes investigados incluem organização criminosa, estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro.
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira-SP) deflagrou a Operação Distrato para desmantelar um esquema bilionário de fraude tributária. A investigação aponta que escritórios de advocacia e consultorias comercializavam créditos falsos de ICMS, permitindo que empresas reduzissem indevidamente suas obrigações fiscais. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 3,8 bilhões, envolvendo mais de 750 empresas que teriam se beneficiado do planejamento tributário ilegal. Entre os principais alvos da operação estão o advogado Nelson Wilians e a advogada Mayra Fahur de Paula, apontados como articuladores da trama.
Para conferir aparência de legalidade às operações, o grupo utilizava estratégias sofisticadas, incluindo a contratação de figurantes para se passarem por auditores fiscais durante as transações. A força-tarefa cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em diversas cidades de São Paulo e do Paraná, visando colher provas de uma estrutura que operava por meio de quase 10 mil lançamentos suspeitos. O caso é considerado uma das maiores fraudes fiscais recentes no estado de São Paulo, e as autoridades seguem apurando ramificações do esquema em outras regiões do país. Nelson Wilians, que já foi alvo de investigações anteriores por suspeitas de lavagem de dinheiro e desvios no INSS, nega as irregularidades.
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