Sidney de Oliveira, proprietário da Ultrafarma, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção ativa em um esquema de propinas de R$ 1 bilhão para fraudar créditos de ICMS-ST.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Sidney de Oliveira, proprietário da Ultrafarma, por corrupção ativa em um esquema que envolveu o pagamento de R$ 1 bilhão em propinas. A acusação detalha que Oliveira subornou auditores fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda entre 2021 e 2025. O objetivo era agilizar o ressarcimento de créditos de ICMS-ST e inflar os valores restituídos à Ultrafarma, com o ex-auditor Artur Gomes da Silva Neto apontado como mentor da fraude.
Este esquema permitia à Ultrafarma não apenas obter os créditos de forma fraudulenta, mas também vendê-los a outras empresas, convertendo-os em ativos financeiros. Além de Oliveira, a denúncia abrange outros seis investigados, incluindo ex-auditores. A gravidade do caso ressalta a dimensão da corrupção no setor público e privado, com o pagamento de vultosos valores em espécie aos agentes públicos e seus cúmplices.