Petróleo Brent supera US$ 100 com escalada de tensões entre EUA e Irã
O preço do barril de petróleo atingiu a marca de US$ 100 após ataques a navios no Oriente Médio e o aumento das tensões militares entre Washington e Teerã.
Pontos principais
- O petróleo Brent superou a marca de US$ 100 por barril, registrando alta de 6% no pregão de Londres.
- A valorização ocorre após ataques a navios-tanque na costa da Arábia Saudita reivindicados por militantes houthis.
- O Comando Central dos EUA reportou o 12º dia consecutivo de operações militares contra alvos no Irã.
- O presidente Donald Trump ameaçou retaliar infraestruturas iranianas caso o fluxo no Estreito de Ormuz seja interrompido.
- O Irã prometeu responder a qualquer ataque contra seus ativos de energia e infraestrutura na região.
- O Estreito de Ormuz e o Estreito de Bab al-Mandeb são rotas estratégicas que concentram grande parte do fluxo global de petróleo.
- Analistas alertam que a alta nos custos de energia pode pressionar a inflação global e influenciar decisões de juros do Fed.
- O governo brasileiro estuda prorrogar subsídios à gasolina por dois meses para mitigar o repasse de preços ao consumidor.
- Ações de petroleiras como Petrobras, PRIO e PetroRecôncavo lideraram ganhos no Ibovespa com a alta da commodity.
- O ouro recuou mais de 2% no mercado internacional, pressionado pelo aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
O mercado global de energia enfrenta forte volatilidade após o preço do petróleo Brent superar a marca de US$ 100 por barril. A disparada da commodity é reflexo direto da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, intensificadas por ataques a navios-tanque na costa da Arábia Saudita e pelo colapso do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente Donald Trump, em resposta aos incidentes, ameaçou bombardear infraestruturas estratégicas iranianas caso a segurança da navegação no Estreito de Ormuz seja comprometida, enquanto Teerã prometeu retaliações contra ativos americanos na região. A instabilidade nas rotas marítimas, que respondem por uma parcela significativa do fornecimento mundial de petróleo e gás, gerou preocupações imediatas sobre a segurança do abastecimento global. Analistas do mercado financeiro alertam que o choque nos preços de energia pode reaquecer a inflação global, forçando bancos centrais, como o Federal Reserve, a manterem uma postura de aperto monetário por mais tempo. O impacto dessa incerteza já é sentido nos mercados financeiros, com a valorização do dólar frente a moedas emergentes e a queda de ativos considerados portos seguros, como o ouro, que recuou diante da alta nos rendimentos dos Treasuries. No Brasil, o cenário de alta volatilidade levou o governo a considerar a prorrogação de subsídios à gasolina por mais dois meses, visando conter o impacto inflacionário do aumento dos combustíveis para o consumidor final. Enquanto isso, na B3, o setor de energia liderou as altas do Ibovespa, com investidores reagindo à valorização das ações de empresas como Petrobras e PRIO, que se beneficiam diretamente da cotação elevada do barril no mercado internacional.
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