Preço do petróleo atinge maior valor em seis semanas após tensões entre EUA e Irã
A escalada de conflitos militares no Oriente Médio impulsionou a cotação do barril, que se aproxima da marca de US$ 100 diante de temores sobre o fornecimento global.
Pontos principais
- O petróleo Brent fechou em alta, atingindo a cotação de US$ 97,73 por barril.
- A escalada militar envolveu ataques a navios de guerra e petroleiros no fim de semana.
- O Comando Central dos EUA confirmou ataques a três petroleiros iranianos após disparos de mísseis contra embarcações americanas.
- O governo iraniano classificou as ações contra navios mercantes como crime de guerra e ato de agressão econômica.
- Instalações da Saudi Aramco em Jizan foram alvos de ataques, elevando a preocupação com a infraestrutura energética.
- Analistas do Goldman Sachs projetam que o barril pode chegar a US$ 120 caso a instabilidade no Estreito de Ormuz persista.
- O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou uma queda de 28% na última semana devido aos alertas da Guarda Revolucionária Islâmica.
Os preços do petróleo atingiram nesta segunda-feira (7) o maior patamar das últimas seis semanas, reagindo à intensificação dos conflitos militares entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio. O barril do Brent fechou cotado a US$ 97,73, impulsionado por uma série de ataques a navios e instalações estratégicas na região, incluindo unidades da Saudi Aramco em Jizan. A tensão escalou após o Comando Central dos EUA confirmar ataques a petroleiros iranianos em resposta a disparos de mísseis contra embarcações da Marinha americana, gerando temores imediatos sobre a segurança do transporte marítimo global.
A instabilidade na região, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, tem provocado alertas de analistas sobre possíveis interrupções no fornecimento físico da commodity. Enquanto o Irã classifica as ações americanas como um ato de guerra econômica, o mercado financeiro monitora de perto os desdobramentos diplomáticos e militares. O Goldman Sachs estima que, caso os ataques a navios comerciais se intensifiquem e bloqueiem rotas vitais, o preço do barril pode superar a barreira dos US$ 120, pressionando ainda mais os custos globais de energia.
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