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Conflito entre EUA e Irã mantém preços de combustíveis em alta no Brasil

A escalada militar no Oriente Médio e o bloqueio no Estreito de Ormuz pressionam o petróleo, forçando o governo brasileiro a manter subsídios ao diesel.

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Foto: G1 - Economia
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17/07 às 05:45 · atualizado 17:02

Pontos principais

  • O petróleo Brent e o WTI acumulam alta superior a 12% na semana devido à instabilidade geopolítica.
  • A intensificação dos ataques entre EUA e Irã paralisou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
  • O governo brasileiro decidiu prorrogar o subsídio de R$ 1,12 por litro no diesel para conter a inflação.
  • Apesar das medidas de contenção, gasolina e diesel acumulam altas de 5% e 10% nos postos brasileiros.
  • A Petrobras tem atuado para suavizar a volatilidade, evitando repasses imediatos dos preços internacionais.
  • O presidente Donald Trump ameaçou expandir operações militares contra infraestruturas iranianas.
  • O Irã retaliou bombardeios americanos com ataques a bases dos EUA no Kuweit, Barein, Omã e Síria.
  • Analistas alertam que a imprevisibilidade do conflito limita a redução dos valores ao consumidor final.
  • O mercado financeiro reage com volatilidade, refletindo o temor de pressão inflacionária global.

A escalada do conflito militar entre Estados Unidos e Irã, marcada por seis dias consecutivos de bombardeios e o bloqueio estratégico do Estreito de Ormuz, tem gerado impactos diretos na economia brasileira. Com a cotação do petróleo Brent e do WTI registrando altas superiores a 12% na semana, o mercado de combustíveis no Brasil enfrenta uma pressão inflacionária persistente. A instabilidade na região do Golfo Pérsico, que é um dos principais corredores de exportação de energia do mundo, elevou o preço do barril para patamares próximos a US$ 88, dificultando a estabilização dos preços internos.

Diante desse cenário, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva optou por prorrogar a subvenção ao diesel, mantendo o subsídio de R$ 1,12 por litro. A medida, que seria reavaliada em agosto, foi estendida para evitar que a volatilidade externa fosse integralmente repassada ao consumidor final. Mesmo com a atuação da Petrobras para suavizar o impacto nas refinarias, o preço da gasolina e do diesel nos postos brasileiros já acumula altas significativas, de 5% e 10% respectivamente, refletindo a dificuldade de conter os efeitos de uma crise geopolítica de larga escala.

O cenário permanece incerto, uma vez que o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de expandir as operações militares caso as negociações não avancem. Enquanto as forças americanas visam desestabilizar o controle iraniano sobre rotas marítimas, o Irã tem respondido com ataques a bases aliadas na região. Para o Brasil, a combinação de alta no dólar e a instabilidade no fornecimento global de petróleo impõe um desafio fiscal contínuo, com especialistas alertando que a imprevisibilidade do conflito deve manter os preços dos combustíveis sob pressão no curto e médio prazo.

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