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Conflito entre EUA e Irã mantém preços de combustíveis elevados no Brasil

A escalada militar no Oriente Médio pressiona o petróleo e impede a queda dos preços da gasolina e do diesel nos postos brasileiros.

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Foto: G1 Mundo
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17/07 às 05:45 · atualizado há 3min

Pontos principais

  • O bloqueio no Estreito de Ormuz e a instabilidade regional elevaram a cotação do petróleo Brent em mais de 11% na última semana.
  • Gasolina e diesel acumulam altas de 5% e 10% no Brasil, ignorando quedas recentes no mercado internacional.
  • O governo federal já destinou mais de R$ 30 bilhões em medidas para tentar conter o impacto da alta dos combustíveis na inflação.
  • A Petrobras mantém uma política de suavização de preços para evitar repasses imediatos da volatilidade externa ao consumidor final.

A intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, que atingiu sua sexta noite consecutiva de ataques militares, tem gerado reflexos diretos na economia brasileira. A instabilidade no Oriente Médio, marcada pelo bloqueio estratégico no Estreito de Ormuz, impulsionou a cotação do petróleo Brent e do WTI, mantendo os preços dos combustíveis em patamares elevados no mercado interno. Apesar de medidas governamentais que somam mais de R$ 30 bilhões para mitigar a inflação, o consumidor final ainda não sentiu o alívio esperado, com a gasolina e o diesel acumulando altas de 5% e 10%, respectivamente.

Especialistas apontam que a imprevisibilidade da guerra e o fim de subsídios limitam a capacidade de redução dos valores nas bombas. Enquanto o presidente Donald Trump ameaça expandir as operações militares, a Petrobras tem atuado para suavizar a volatilidade, evitando que as oscilações bruscas do mercado global sejam repassadas integralmente às refinarias. A persistência do conflito, que agora se expande para regiões como Síria e Bahrein, mantém o cenário de incerteza sobre a trajetória dos preços dos combustíveis no Brasil a curto prazo.

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