Petróleo supera US$ 95 com escalada de conflito entre EUA e Irã
O preço do barril de Brent atingiu o maior nível desde junho, impulsionado por ataques militares e temores de bloqueio em rotas estratégicas de energia.
Pontos principais
- O petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 95 por barril, acumulando alta de 30% no mês.
- Forças americanas mantêm ataques contra alvos iranianos pelo 11º dia consecutivo.
- O Irã retaliou com ataques a instalações militares dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia.
- O mercado teme o fechamento do Estreito de Ormuz e de Bab-el-Mandeb, rotas cruciais para o fluxo global de petróleo.
- O presidente Donald Trump ameaçou intensificar ataques contra instalações nucleares iranianas.
- O preço médio da gasolina nos EUA voltou a superar US$ 4,00 por galão, pressionando a inflação.
- Bancos centrais enfrentam expectativas de novas altas de juros para conter a pressão inflacionária da commodity.
O preço do petróleo Brent superou a marca de US$ 95 por barril nesta quarta-feira, atingindo seu patamar mais elevado desde junho. A valorização, que ultrapassou 3% no pregão, é reflexo direto da escalada militar entre Estados Unidos e Irã. O Comando Central dos EUA reportou o 11º dia consecutivo de bombardeios contra alvos iranianos, enquanto o Irã respondeu com ataques a instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, intensificando a instabilidade na região. O cenário de incerteza é agravado por ameaças do presidente Donald Trump de atingir instalações nucleares iranianas, caso o país continue a ameaçar a navegação comercial.
A preocupação central dos mercados reside na segurança das rotas marítimas estratégicas. O risco de bloqueio no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab-el-Mandeb, somado às ameaças dos rebeldes houthis no Mar Vermelho, gera temores de uma interrupção severa no fornecimento global de energia. A estrutura de mercado em backwardation reflete a urgência dos investidores diante da possibilidade de escassez, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as vias diplomáticas com Teerã estão estagnadas.
O impacto econômico já é sentido diretamente pelo consumidor americano, com o preço médio da gasolina retornando ao patamar de US$ 4,00 por galão. Economistas alertam que a persistência desses preços elevados pode forçar bancos centrais, como o Federal Reserve e o BCE, a adotar uma postura mais agressiva na política monetária para conter a inflação. Enquanto o setor de energia lidera altas nas bolsas europeias, os mercados americanos operam de forma mista, com investidores monitorando a volatilidade financeira e os riscos geopolíticos que continuam a ditar o ritmo da economia global.
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