Preço do petróleo supera US$ 95 com escalada de conflito entre EUA e Irã
O barril do Brent atingiu o maior nível desde junho, impulsionado por ataques militares contínuos e temores de interrupção no fornecimento global.
Pontos principais
- O preço do barril de petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 95 pela primeira vez desde junho.
- Forças americanas mantêm ataques contra alvos iranianos pelo 11º dia consecutivo.
- O Irã respondeu com ofensivas contra instalações militares dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia.
- A instabilidade no Estreito de Ormuz e ameaças houthis no Mar Vermelho geram incerteza sobre o fluxo global de energia.
- O preço médio da gasolina nos EUA subiu para US$ 4,06 por galão, pressionando a inflação doméstica.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que as negociações diplomáticas com o Irã estão paralisadas.
- O presidente Donald Trump reiterou ameaças de retaliação contra rebeldes houthis e alvos nucleares iranianos.
O mercado global de energia reagiu com forte volatilidade à intensificação do conflito militar entre Estados Unidos e Irã. Nesta quarta-feira, o petróleo Brent superou a marca de US$ 95 por barril, atingindo seu maior patamar desde junho. A valorização, que supera 3% no dia, reflete o temor dos investidores quanto a uma possível interrupção no fornecimento de petróleo, especialmente diante dos ataques contínuos no Estreito de Ormuz e da instabilidade nas rotas marítimas do Mar Vermelho. O cenário é agravado pela ausência de avanços diplomáticos, conforme sinalizado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelas ameaças de retaliação proferidas pelo presidente Donald Trump.
O impacto da escalada geopolítica já é sentido diretamente pelo consumidor americano, com o preço médio da gasolina atingindo US$ 4,06 por galão. Economistas alertam que a persistência desses valores pode forçar bancos centrais, como o Federal Reserve, a reconsiderar a trajetória dos juros para conter a pressão inflacionária. Com o mercado operando em estrutura de backwardation, a incerteza permanece elevada, enquanto o Comando Central dos EUA mantém operações militares ininterruptas na região pelo 11º dia, elevando o risco de um conflito regional mais amplo com consequências severas para a economia global.
Comentários
Carregando comentários...
