Setor de tabaco pede ao governo isenção de tarifas impostas pelos EUA
Entidades do setor buscam inclusão na lista de exceções dos EUA para evitar prejuízos de US$ 100 milhões com novas taxas de importação.
Pontos principais
- SindiTabaco e Abifumo enviaram carta ao MDIC solicitando isenção tarifária.
- Exportações de tabaco para os EUA caíram 31% no primeiro semestre de 2026.
- Setor alega perda de competitividade frente a produtores como Zimbábue e Malaui.
- A medida afeta a produção nacional e a renda de pequenos produtores rurais.
- O pedido ocorre em meio a um cenário de taxação adicional sobre 4 mil produtos brasileiros.
O SindiTabaco e a Abifumo formalizaram um pedido ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para que o tabaco brasileiro seja incluído na lista de exceções às novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. O setor estima que a sobretaxa possa gerar um prejuízo de US$ 100 milhões, agravando a queda de 31% nas exportações observada no primeiro semestre de 2026. Segundo as entidades, a medida coloca o produto nacional em desvantagem competitiva em relação a concorrentes como Zimbábue e Malaui, ameaçando a sustentabilidade de pequenos produtores rurais.
A solicitação surge no contexto de uma nova alíquota de 12,5% aplicada pelos EUA, que, somada a taxas anteriores, eleva a carga tributária para 37,5% em milhares de itens brasileiros. Enquanto outros setores do agronegócio já obtiveram isenções, a indústria fumageira busca intensificar o diálogo diplomático para mitigar os impactos dessa política comercial.
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