Setor de tabaco pede isenção de tarifas americanas para evitar perdas
Entidades do setor buscam inclusão na lista de exceções dos EUA para evitar queda de 31% nas exportações e prejuízo de US$ 100 milhões.
Pontos principais
- SindiTabaco e Abifumo enviaram carta ao MDIC solicitando isenção de tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.
- Dados do MDIC apontam queda de 31% nas exportações de tabaco para o mercado americano no primeiro semestre de 2026.
- O setor argumenta que a sobretaxa prejudica a competitividade frente a países como Zimbábue e Malaui.
- A indústria alerta para o risco de redução na produção nacional, impactando diretamente pequenos produtores rurais.
O setor de tabaco brasileiro solicitou formalmente ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a inclusão do produto na lista de exceções às tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos. A medida visa mitigar uma crise no setor, que já registrou uma queda de 31% nas exportações para o mercado americano durante o primeiro semestre de 2026. Representantes das entidades SindiTabaco e Abifumo destacam que a sobretaxa coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva em relação a concorrentes como Zimbábue e Malaui. Além do impacto financeiro estimado em US$ 100 milhões, o setor alerta para o risco de redução na produção nacional, especialmente do tabaco Burley, o que afetaria a renda de pequenos produtores rurais. A demanda surge após outros segmentos do agronegócio, como café e carne, terem obtido isenções tarifárias junto ao governo americano.
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