Indústria brasileira reage à nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos
O governo dos EUA anunciou uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho, gerando preocupações sobre a competitividade da indústria nacional.
Pontos principais
- A tarifa de 25% entra em vigor em 22 de julho, baseada na Seção 301 da legislação comercial americana.
- Entidades como CNI, Fiesp, Fiemg e Fiesc alertam para perda de competitividade e risco de demissões.
- Santa Catarina projeta impacto em 56% de suas exportações para os EUA, com retração estimada de 40%.
- Setores como vestuário e equipamentos elétricos estão entre os mais afetados pela medida.
- Produtos estratégicos como café, carne, suco de laranja, aeronaves e ferro-gusa foram isentos da taxação.
- O setor de pescados obteve isenção total e projeta crescimento de 10% nas exportações para 2026.
- A USTR divulgou uma lista de mais de 800 itens isentos para evitar desabastecimento no mercado americano.
O governo dos Estados Unidos oficializou a imposição de uma tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho. A medida, fundamentada na Seção 301 da legislação comercial americana, gerou forte reação de entidades industriais brasileiras, como a CNI e federações estaduais, que apontam riscos severos à competitividade das empresas nacionais e à manutenção de postos de trabalho. Santa Catarina aparece como um dos estados mais vulneráveis, com estimativas de que mais da metade de suas exportações para o mercado norte-americano sejam atingidas pela nova taxação.
Embora a medida tenha gerado incertezas, o governo americano manteve fora da lista de sobretaxas produtos considerados estratégicos para sua economia, como café, carne bovina, aeronaves e ferro-gusa. O setor de pescados, após articulação com o National Fisheries Institute, também garantiu isenção, projetando um crescimento de 10% nas exportações para 2026. Enquanto o setor têxtil e de equipamentos elétricos expressa preocupação com a perda de mercado para concorrentes globais, o governo dos EUA justificou a decisão como uma medida para proteger a economia doméstica, mantendo o diálogo aberto para tratar de contratos já em vigor.
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