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Petróleo cai até 10% com trégua militar entre EUA e Irã

O preço do petróleo recuou drasticamente e os futuros das ações americanas subiram após a suspensão de ataques militares entre Estados Unidos e Irã.

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Foto: Times Brasil
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26/07 às 19:45 · atualizado 27/07 às 07:32

Pontos principais

  • O petróleo Brent recuou 9,2% para US$ 87,89, enquanto o WTI caiu mais de 7%, atingindo US$ 82,46.
  • A trégua ocorreu após os EUA suspenderem bombardeios, citando esgotamento de alvos e foco em diplomacia.
  • O Irã também interrompeu suas ofensivas, encerrando uma sequência de 13 noites consecutivas de ataques.
  • A redução das tensões geopolíticas diminuiu o prêmio de risco sobre a commodity e aliviou temores de inflação.
  • Futuros de Wall Street operam em alta com o otimismo dos investidores diante do arrefecimento do conflito.
  • O mercado financeiro mantém cautela à espera da decisão de juros do Federal Reserve nesta quarta-feira.
  • Gigantes da tecnologia como Apple, Microsoft e Amazon preparam-se para divulgar resultados trimestrais.
  • Apesar do alívio no Oriente Médio, um ataque ucraniano a uma embarcação iraniana no Mar Cáspio ainda gera incertezas.

Os preços do petróleo registraram uma queda acentuada nesta segunda-feira, com o Brent recuando 9,2% para US$ 87,89 e o WTI cedendo mais de 7%, cotado a US$ 82,46. O movimento de desvalorização foi impulsionado pela sinalização de uma trégua militar entre os Estados Unidos e o Irã, após os EUA suspenderem seus bombardeios na região. A interrupção das hostilidades, que duravam 13 noites consecutivas, reduziu drasticamente o prêmio de risco geopolítico que sustentava os preços da commodity nos últimos dias. Em contrapartida, o ouro, frequentemente utilizado como ativo de proteção, também registrou oscilações em meio à nova dinâmica de mercado.

O arrefecimento das tensões no Oriente Médio trouxe um alívio imediato aos mercados acionários globais. Os futuros de Wall Street operam em alta, refletindo o otimismo dos investidores com a menor probabilidade de interrupções no fornecimento global de energia. Esse cenário de maior estabilidade é visto como um fator positivo para a inflação, embora o mercado financeiro permaneça em compasso de espera. A atenção dos investidores agora se volta para a decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve, prevista para esta quarta-feira, que ditará o ritmo da política monetária americana.

Além da política externa, o mercado monitora de perto a temporada de balanços corporativos. Gigantes do setor de tecnologia, como Apple, Microsoft, Meta e Amazon, devem divulgar seus resultados trimestrais nos próximos dias, o que deve influenciar a volatilidade das bolsas. Embora a trégua entre EUA e Irã tenha trazido um alívio temporário, analistas alertam que o cenário geopolítico permanece complexo, citando como exemplo um recente ataque ucraniano a uma embarcação iraniana no Mar Cáspio, que mantém o alerta sobre possíveis novos focos de instabilidade regional.

Fonte primária

Axios (Barak Ravid, apuração exclusiva)

Trump ordered military not to conduct strikes in Iran Friday

Segundo duas fontes com conhecimento da decisão, Trump determinou na sexta-feira (24/7) que o Pentágono não realizasse novos ataques ao Irã, interrompendo uma sequência de quase duas semanas de bombardeios diários — 13 dias seguidos em que o presidente vinha aprovando, toda tarde, os planos de ataque submetidos pelos militares. Na sexta, recebeu um plano semelhante mas não deu sinal verde; em vez disso, orientou os militares a suspender os ataques. A Axios classifica a decisão como reflexo tanto da disposição de Trump em abrir mais espaço à via diplomática quanto do reconhecimento de que, fora um retorno a operações de combate em larga escala, o nível atual de ataques dos EUA já teria atingido o limite de sua efetividade — a Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário. Horas depois de dar a ordem, Trump disse a repórteres na Casa Branca que ainda tem a opção de continuar ou escalar os ataques, incluindo 'acabar com tudo que eles têm', mas afirmou considerar mais 'inteligente' fechar um acordo: 'Estamos conversando com eles agora. Acho que estão ficando cada vez mais sérios à medida que os dias passam. Estamos prontos e municiados, mas estamos conversando.' Mais tarde, no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, disse não achar que o Irã esteja pronto para um acordo no momento, 'mas estou disposto a ouvir'. Segundo a reportagem, o gabinete de segurança e as forças armadas de Israel esperavam nova rodada de ataques dos EUA na sexta e chegaram a se preparar para uma ofensiva maciça que poderia gerar retaliação contra Israel; só souberam à noite que Trump não havia aprovado novos ataques. A ordem de suspensão veio horas depois da chegada de uma delegação de Omã a Teerã para negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz — duas fontes regionais dizem haver avanço nas tratativas, com possível acordo entre Omã e Irã ainda no fim de semana, cabendo então a Trump decidir se aceita os termos propostos.

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