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Itaú descarta abismo fiscal em 2027, mas alerta para reformas

O banco avalia que o risco de crise fiscal é exagerado, mas aponta que reformas estruturais são essenciais para conter o avanço das despesas.

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Foto: InfoMoney
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21/07 às 12:32

Pontos principais

  • Equipe econômica do Itaú classifica projeções de abismo fiscal em 2027 como exagero.
  • Despesas obrigatórias crescem 5% ao ano devido a fatores demográficos e ao salário mínimo.
  • Fim de medidas pontuais de gastos em 2026 deve reduzir a pressão fiscal no ano seguinte.
  • Instituição defende desvinculação de pisos constitucionais e ajustes na Previdência.
  • Previsão para a política monetária foi revisada para apenas mais um corte na Selic em 2026.

A equipe econômica do Itaú avalia que, embora o cenário fiscal brasileiro exija atenção, a ideia de um abismo fiscal em 2027 é um exagero. Segundo a instituição, o crescimento das despesas obrigatórias, que avança a uma taxa de 5% ao ano impulsionado pela demografia e pela valorização do salário mínimo, pressiona as contas públicas, mas a ausência de medidas pontuais de gastos realizadas em 2026 deve mitigar riscos imediatos. Para garantir a sustentabilidade das contas e evitar pressões adicionais sobre a taxa de juros, o banco reforça a necessidade de reformas estruturais, como a desvinculação de pisos constitucionais e ajustes no sistema previdenciário. Diante desse diagnóstico, o Itaú revisou suas projeções para a política monetária, passando a prever apenas mais um corte na Taxa Selic ao longo de 2026.

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