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Datafolha: avaliação do governo Lula mantém estabilidade após tarifas dos EUA

Pesquisa aponta que 38% reprovam e 32% aprovam a gestão federal, sem alterações significativas após a imposição de tarifas de 25% pelo governo Trump sobre produtos brasileiros.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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24/07 às 19:32 · atualizado há 37min

Pontos principais

  • A avaliação negativa do governo Lula (ruim ou péssimo) atingiu 38%, enquanto a positiva (ótimo ou bom) ficou em 32%.
  • A pesquisa foi realizada entre 22 e 24 de julho, logo após a entrada em vigor de tarifas de 25% impostas pelos EUA ao Brasil.
  • O presidente Lula atribuiu a responsabilidade pelas sanções comerciais a articulações do senador Flávio Bolsonaro junto ao governo americano.
  • A taxa de aprovação pessoal do presidente registrou 49%, enquanto a desaprovação alcançou 48% dos entrevistados.
  • O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.
  • A reprovação é mais acentuada entre homens, moradores da Região Sul e evangélicos, enquanto o apoio é maior no Nordeste e entre eleitores de baixa renda.
  • A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026.

A mais recente pesquisa Datafolha indica que a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece estável, mesmo diante do cenário de tensão comercial com os Estados Unidos. O levantamento, realizado entre os dias 22 e 24 de julho, aponta que 38% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 32% a classificam como ótima ou boa. A estabilidade nos números sugere que a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump não alterou, até o momento, a percepção consolidada do eleitorado sobre a administração federal. O Palácio do Planalto, que esperava que o embate comercial pudesse fortalecer a imagem do presidente, observou uma manutenção dos índices de aprovação e reprovação pessoal, que ficaram em 49% e 48%, respectivamente. A disputa política em torno das sanções ganhou contornos eleitorais, com o presidente Lula responsabilizando o senador Flávio Bolsonaro por articulações que teriam influenciado a decisão da Casa Branca. O senador, por sua vez, tentou intervir junto ao governo americano para adiar a medida, sem sucesso. O Datafolha também mediu o cenário eleitoral para 2026, onde Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro com 32%. Em um eventual segundo turno, o presidente venceria o senador por 48% a 43%. Ambos os políticos lideram os índices de rejeição no país, com taxas superiores a 45%. A pesquisa, que ouviu 2.004 eleitores em todo o país, reflete um cenário de polarização persistente, onde a avaliação do governo segue dividida por recortes regionais, religiosos e de renda, mantendo o quadro político brasileiro inalterado apesar das pressões externas sobre a economia.

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