Datafolha mede impacto eleitoral de tarifas dos EUA na disputa de 2026
Nova pesquisa Datafolha avaliará como as tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros afetam a corrida presidencial entre Lula e Flávio.
Pontos principais
- O Datafolha realiza levantamento entre 22 e 24 de julho para medir o impacto político do tarifaço americano.
- A pesquisa testará cenários eleitorais, incluindo a possível entrada de Leonardo Avalanche na disputa.
- O PT lançou a campanha 'O Brasil Não Se Entrega' para explorar o tema e reforçar o discurso de soberania nacional.
- Estratégia petista busca associar o desgaste econômico das tarifas à figura do senador Flávio Bolsonaro.
- Pesquisa PoderData recente indicou queda de 10 pontos na avaliação negativa do governo Lula após o anúncio das tarifas.
- Flávio Bolsonaro enfrenta desgastes internos na campanha e críticas por questionar a segurança das urnas eletrônicas.
- O levantamento do Datafolha também atualizará os índices de aprovação do governo Lula e o cenário de segundo turno.
O instituto Datafolha inicia nesta semana uma nova rodada de pesquisas para medir o impacto político da imposição de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras pelo governo dos Estados Unidos. O levantamento, que ocorre entre os dias 22 e 24 de julho, é considerado um termômetro fundamental para a pré-campanha presidencial de 2026, testando a força da narrativa de soberania nacional adotada pelo Palácio do Planalto frente à oposição. A disputa comercial tornou-se o eixo central do debate político, com o PT buscando consolidar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como defensor dos interesses nacionais diante das barreiras comerciais impostas pela gestão de Donald Trump.
A estratégia do governo tem sido associar o impacto econômico das tarifas à figura do senador Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição. O PT lançou a campanha 'O Brasil Não Se Entrega' para padronizar o discurso da militância e elevar o custo político da proximidade entre o campo bolsonarista e a Casa Branca. Dados recentes do PoderData sugerem que a narrativa tem surtido efeito imediato: a avaliação negativa do governo Lula recuou de 47% para 37% na última semana, enquanto a aprovação subiu para 36%, indicando uma possível resiliência do eleitorado diante do cenário de crise externa.
Enquanto o governo tenta capitalizar politicamente sobre o tema, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades adicionais. Além do desgaste provocado pela associação com as tarifas, o senador tem lidado com impasses na formação de alianças e críticas por levantar suspeitas, sem provas, sobre a segurança das urnas eletrônicas em eventos com diplomatas. O novo levantamento do Datafolha, registrado no Tribunal Superior Eleitoral, será decisivo para entender se a estratégia de polarização em torno da soberania nacional será suficiente para ampliar a vantagem de Lula, que em pesquisas anteriores liderava com 41% no primeiro turno e 47% no segundo contra o senador.
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