Projeto de lei exige audiência antes da soltura de agressores
Proposta altera a Lei Maria da Penha para obrigar audiência judicial em até 24 horas após a expedição de alvará de soltura de agressores de mulheres.
Pontos principais
- O Projeto de Lei 1922/26 prevê audiência obrigatória antes da liberação de agressores de mulheres.
- A medida busca reforçar a segurança das vítimas e encaminhar os agressores a programas de reeducação.
- O texto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça.
- A proposta exige que a audiência ocorra em até 24 horas após a expedição do alvará de soltura.
O Projeto de Lei 1922/26 propõe uma alteração significativa na Lei Maria da Penha ao tornar obrigatória a realização de uma audiência judicial antes da soltura de agressores de mulheres. De acordo com a proposta, o procedimento deve ocorrer em um prazo máximo de 24 horas após a expedição do alvará de soltura. O objetivo central da medida, defendida pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), é elevar o nível de proteção às vítimas e assegurar que o agressor seja encaminhado a programas de recuperação e reeducação, fortalecendo o acompanhamento do caso pelo Judiciário. Atualmente, o projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor, o texto ainda precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal, consolidando uma nova etapa no monitoramento de agressores no sistema jurídico brasileiro.
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