Kassab nega interferência do PSD na destinação de emendas parlamentares
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, negou ao STF qualquer influência do partido na gestão de emendas, distanciando-se da postura de Valdemar Costa Neto.
Pontos principais
- O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que presidentes de partidos esclarecessem se interferem na destinação de emendas.
- Gilberto Kassab afirmou formalmente que o PSD não possui participação ou influência na deliberação sobre critérios de alocação de recursos.
- A manifestação de Kassab contrasta com declarações anteriores de Valdemar Costa Neto, que sugeriam atuação das direções partidárias no tema.
- Valdemar Costa Neto, após questionamento do STF, alterou sua versão e passou a negar poder formal sobre a indicação de emendas.
- O ministro Flávio Dino encaminhou as explicações de ambos os dirigentes à Polícia Federal para subsidiar a Operação Transparência.
- A investigação do STF apura a possível privatização e terceirização indevida de emendas parlamentares por atores sem mandato eletivo.
- Valdemar Costa Neto enfrenta bloqueio de R$ 119 milhões por suspeitas de realizar indicações irregulares de recursos públicos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Polícia Federal as explicações prestadas por Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Valdemar Costa Neto, presidente do PL, sobre a gestão de emendas parlamentares. A medida integra a Operação Transparência, que investiga possíveis irregularidades e a suposta terceirização indevida de verbas públicas por lideranças partidárias que não possuem mandato eletivo. Ao prestar esclarecimentos, Kassab negou categoricamente qualquer interferência do PSD na destinação dos recursos, posicionando-se de forma distinta à de Valdemar Costa Neto.
A postura de Kassab marca um distanciamento em relação ao presidente do PL. Valdemar, que anteriormente havia sugerido em entrevista a atuação das direções partidárias na alocação de emendas, alterou sua versão ao responder ao STF, alegando agora que apenas faz sugestões aos parlamentares e não detém poder formal de decisão. O caso ganha relevância diante das suspeitas de mau uso de verbas parlamentares, com o STF buscando esclarecer se dirigentes partidários estariam exercendo controle indevido sobre o orçamento da União. As respostas dos dirigentes agora subsidiam as investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre a transparência e a legalidade na distribuição desses recursos.
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