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Governo celebra Dia da Amizade com EUA em meio a tensões tarifárias

Brasil publica mensagem diplomática aos EUA enquanto setores se preparam para a entrada em vigor de tarifas de 25% sobre exportações nacionais.

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Foto: G1 Política
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20/07 às 16:15 · atualizado há 2h

Pontos principais

  • Governo brasileiro divulgou imagem de bandeiras unidas em redes sociais para marcar o Dia da Amizade.
  • Ação ocorre sob tensão comercial após anúncio de tarifas de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros.
  • Medida tarifária entra em vigor em 22 de julho, afetando setores como etanol e máquinas agrícolas.
  • Governo federal inicia reuniões com setores impactados para discutir suporte via Plano Brasil Soberano.
  • Especialistas apontam que o impacto macroeconômico deve ser limitado, apesar dos danos a indústrias específicas.

Em um gesto de diplomacia, o governo brasileiro utilizou as redes sociais para celebrar o Dia da Amizade com os Estados Unidos, publicando uma imagem que simboliza a parceria entre as nações. A mensagem foi divulgada em um momento de atrito comercial, marcado pela decisão da administração de Donald Trump de impor uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, medida que entra em vigor nesta quarta-feira, 22 de julho. O governo norte-americano justificou a sobretaxa citando práticas restritivas do Brasil em setores como o sistema de pagamentos PIX, o mercado de etanol e questões ambientais.

Enquanto mantém o tom diplomático, o governo brasileiro organiza reuniões com os setores atingidos, sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O objetivo é mitigar os efeitos da medida por meio da ampliação do Plano Brasil Soberano. Embora a decisão americana tenha gerado preocupação, especialistas avaliam que o impacto na balança comercial brasileira será limitado, dado que as commodities, que compõem a maior parte das exportações, foram poupadas. O governo federal estuda, contudo, o uso da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta, embora analistas questionem a eficácia de uma eventual retaliação comercial contra os EUA.

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