Daily Journal
Urgente
Daily Journal

Tarifa de 25% dos EUA deve atingir 36,5% das exportações do agro brasileiro

Nova alíquota imposta pelo governo Trump entra em vigor em 22 de julho, impactando US$ 4,6 bilhões em exportações do agronegócio brasileiro.

Daily Journal
Foto: G1 Política
||
17/07 às 11:45 · atualizado 23:32

Pontos principais

  • A tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros entra em vigor na próxima quarta-feira, 22 de julho.
  • A CNA estima que 36,5% das exportações do agronegócio nacional serão afetadas pela medida.
  • Produtos como açúcar, arroz, madeira, ovos e uva permanecem sujeitos à taxação, enquanto outros itens foram isentos.
  • O impacto financeiro estimado sobre os produtos ainda tributados é de US$ 4,6 bilhões em exportações anuais.
  • Empresas exportadoras buscam antecipar embarques e reavaliar estratégias de produção para mitigar perdas de competitividade.
  • O governo brasileiro, por meio da Apex-Brasil, planeja investir R$ 130 milhões para diversificar mercados e reduzir a dependência dos EUA.
  • Estados como São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto total do tarifaço na pauta exportadora.

A partir da próxima quarta-feira, 22 de julho, o governo dos Estados Unidos implementará uma nova tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a medida impactará 36,5% das exportações do agronegócio nacional. Embora negociações tenham garantido a inclusão de itens como mel, café solúvel e pescados na lista de exceções, produtos relevantes como açúcar, arroz, madeira, ovos e uva permanecem sob a nova alíquota, totalizando cerca de US$ 4,6 bilhões em valor de exportação anual. A decisão faz parte da política comercial adotada pela administração de Donald Trump, gerando preocupações sobre a competitividade dos bens brasileiros no mercado americano. Em resposta, exportadores têm corrido contra o tempo para antecipar embarques antes do prazo limite, enquanto setores industriais avaliam estratégias como a renegociação de contratos ou a transferência de operações para outros países. O impacto é desigual entre as regiões brasileiras, com São Paulo e Santa Catarina sendo os estados mais afetados, respondendo por mais da metade do impacto total estimado. Diante do cenário, o governo brasileiro anunciou um plano de diversificação de mercados, com a Apex-Brasil destinando R$ 130 milhões para fomentar exportações para regiões como Europa, Asean e Ásia Central. O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como injusta e afirmou que o governo continuará empenhado em negociações diplomáticas para tentar reverter a decisão, visando proteger a economia nacional e manter a estabilidade dos setores produtivos mais expostos à sobretaxa.

Comentários

Carregando comentários...