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Tarifas dos EUA e Plano Brasil Soberano elevam dívida a 83% do PIB

Estudo do IBEVAR aponta que o impacto comercial americano e gastos com subsídios devem elevar a dívida bruta brasileira para 83% do PIB em 2026.

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Foto: Times Brasil
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19/07 às 14:15 · atualizado há 12h

Pontos principais

  • Dívida bruta brasileira deve atingir 83% do PIB em 2026, com projeção de chegar a 87% em 2027.
  • O impacto das tarifas americanas causa queda na arrecadação e aumento de gastos com subsídios.
  • O Plano Brasil Soberano já acumula R$ 18,4 bilhões em pedidos de crédito protocolados.
  • BNDES solicitou reforço de R$ 7,25 bilhões ao Tesouro para atender à demanda emergencial.
  • O aumento do endividamento pressiona o risco soberano e o custo de rolagem da dívida pública.

Um estudo realizado pelo IBEVAR indica que a combinação entre as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e os custos do Plano Brasil Soberano deve elevar a dívida bruta do Brasil para 83% do PIB em 2026, com tendência de alta para 87% em 2027. O cenário é agravado por um efeito duplo: a redução na arrecadação decorrente do choque comercial e a pressão fiscal gerada pela alta demanda por subsídios industriais. Atualmente, o Plano Brasil Soberano já registra R$ 18,4 bilhões em solicitações de crédito, levando o BNDES a requisitar um aporte adicional de R$ 7,25 bilhões ao Tesouro Nacional. A ausência de medidas de ajuste fiscal diante desse quadro eleva o risco soberano e encarece o custo de rolagem da dívida pública, gerando preocupações sobre a sustentabilidade das contas nacionais a médio prazo.

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