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CNI vê fundos insuficientes para mitigar impacto de tarifas dos EUA

A CNI alerta que o crédito subsidiado não compensa a sobretaxa de 25% imposta pelos EUA, que deve reduzir exportações de máquinas em 11% em 2026.

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16/07 às 14:15 · atualizado 23:01

Pontos principais

  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que os fundos constitucionais não mitigam os danos da tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos.
  • O setor de máquinas e equipamentos projeta uma queda de 11% nas exportações para 2026 devido à dificuldade de redirecionar vendas.
  • Empresas enfrentam barreiras burocráticas e falta de informação para acessar os recursos dos fundos constitucionais.
  • A Abimaq defende a criação de novos instrumentos de financiamento e a redução da carga tributária para preservar a competitividade industrial.
  • O governo brasileiro estuda medidas de reciprocidade enquanto o mercado financeiro mantém cautela diante das incertezas fiscais.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que os atuais fundos constitucionais de financiamento são insuficientes para neutralizar os efeitos negativos da sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Embora o crédito subsidiado auxilie na modernização de máquinas e na ampliação de instalações industriais a longo prazo, a entidade aponta que o mecanismo não possui escala ou agilidade para compensar o choque tarifário imediato sobre a balança comercial do setor manufatureiro.

O impacto é sentido com maior intensidade na indústria de máquinas e equipamentos, que projeta uma retração de 11% nas exportações para 2026. Segundo a Abimaq, o redirecionamento de vendas para outros mercados é complexo, exigindo novas certificações e homologações específicas. Enquanto o setor pressiona por desoneração tributária e novos instrumentos de crédito, o mercado financeiro observa a situação com cautela, monitorando como a diplomacia brasileira e a Lei da Reciprocidade poderão atuar diante das pressões externas e dos riscos fiscais domésticos.

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