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Setores brasileiros contestam tarifas dos EUA em audiências públicas

Representantes de diversos setores industriais brasileiros buscam evitar sobretaxas de até 25% em audiências nos EUA, com decisão final prevista para 15 de julho.

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Foto: Times Brasil
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07/07 às 14:15 · atualizado 23:02

Pontos principais

  • O USTR investiga a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, incluindo aço, café solúvel e calçados.
  • O setor de ferro e aço alerta que sobretaxas podem paralisar 55% das usinas de ferro-gusa no Brasil.
  • Indústrias de café solúvel e calçados argumentam que o Brasil é um fornecedor estratégico e complementar aos EUA.
  • Associações americanas apoiam o Brasil, temendo aumento de custos e maior dependência de produtos asiáticos.
  • Especialistas apontam que a administração Trump utiliza tarifas como ferramenta política, elevando incertezas comerciais.
  • O governo brasileiro mantém postura cautelosa, acompanhando as audiências como observador.
  • A decisão final do governo americano sobre a implementação das medidas deve ser divulgada até 15 de julho.

Representantes de diversos setores da indústria brasileira participaram de audiências públicas nos Estados Unidos para contestar a possível imposição de tarifas de 25% sobre produtos nacionais. O movimento ocorre em meio a uma investigação conduzida pelo USTR (Representante de Comércio dos EUA), que abrange áreas estratégicas como siderurgia, agronegócio e manufatura. O setor de ferro e aço, em particular, manifestou preocupação severa, alertando que a sobretaxa poderia inviabilizar mais da metade das unidades produtoras de ferro-gusa no país, um insumo essencial para a indústria americana.

Além da siderurgia, os setores de café solúvel e calçados também apresentaram argumentos técnicos contra as barreiras comerciais. As entidades brasileiras destacaram que o Brasil atua como um fornecedor complementar e geograficamente próximo, ajudando os EUA a reduzir a dependência de cadeias produtivas asiáticas. O argumento foi reforçado por associações americanas, que alertaram para o risco de aumento nos preços ao consumidor final e prejuízos a pequenos varejistas. Especialistas observam que a condução do processo pela administração Trump reflete um uso político das tarifas, o que gera um ambiente de incerteza para os exportadores brasileiros. O governo dos EUA tem até o dia 15 de julho para concluir a investigação e anunciar a decisão final sobre a aplicação das novas taxas.

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