O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, tornou-se um ponto de atrito nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Com uma movimentação superior a R$ 35 trilhões em 2025, o sistema é visto por companhias americanas de cartão de crédito como uma ameaça aos seus modelos de negócio, devido à gratuidade e eficiência da plataforma. O governo dos EUA tem pressionado o Banco Central do Brasil, criticando a concentração das funções de regulador e operador da infraestrutura nas mãos da autoridade monetária.
A preocupação americana vai além da competitividade imediata, envolvendo o receio de que o modelo brasileiro seja adotado por outros países, como a Argentina, desafiando a hegemonia das redes de pagamento tradicionais. Esse cenário de disputa ocorre em um momento de tensões comerciais, marcado pela ameaça de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano.
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