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Sucesso do Pix gera preocupação em empresas de pagamentos dos EUA

O Pix é visto por empresas americanas como ameaça competitiva, mas especialistas brasileiros defendem o sistema como ferramenta de inclusão financeira.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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03/06 às 06:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025, consolidando-se como pilar estratégico da economia brasileira.
  • Empresas americanas de cartão de crédito alegam que a gratuidade do sistema brasileiro gera uma vantagem competitiva desleal.
  • O governo dos EUA questiona o Banco Central brasileiro por acumular as funções de regulador e operador da infraestrutura.
  • O diretor da Abbaas, Rogério Melfi, refutou a concorrência direta com cartões, afirmando que o Pix atende demandas de inclusão financeira.
  • O debate ocorre em meio a tensões comerciais, incluindo ameaças de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras.

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, tornou-se um ponto de atrito nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Com uma movimentação superior a R$ 35 trilhões em 2025, o sistema é visto por companhias americanas de cartão de crédito como uma ameaça aos seus modelos de negócio, devido à gratuidade e eficiência da plataforma. O governo dos EUA tem pressionado o Banco Central do Brasil, criticando a concentração das funções de regulador e operador da infraestrutura nas mãos da autoridade monetária.

Em resposta, representantes do setor financeiro brasileiro buscam mitigar as tensões. O presidente da Febraban, Isaac Sidney, classificou as críticas como um mal-entendido, enquanto Rogério Melfi, diretor da Abbaas, argumentou que o Pix não compete diretamente com cartões, cujas operações continuam em expansão. Segundo Melfi, o sistema atua como uma política pública essencial para a modernização financeira e inclusão, não representando uma ameaça a empresas estrangeiras. O setor alerta que uma escalada comercial, motivada por ameaças de tarifas americanas, seria prejudicial para a economia de ambos os países.

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