Galípolo defende Pix após questionamentos do governo americano
O presidente do Banco Central reafirmou a eficácia do Pix diante de críticas dos EUA sobre a regulação e a competitividade do sistema brasileiro.
Pontos principais
- O governo americano questionou o papel do Banco Central como regulador e operador do Pix.
- Autoridades dos EUA alegam que o modelo brasileiro pode gerar vantagem competitiva desleal.
- Gabriel Galípolo defendeu o sistema como uma tendência global de pagamentos digitais.
- O presidente Lula manifestou apoio à soberania do Pix nas negociações internacionais.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, iniciou um processo de diálogo técnico com autoridades americanas para esclarecer o funcionamento e a estrutura do Pix. A movimentação ocorre após o governo dos Estados Unidos levantar preocupações sobre a competitividade do sistema, questionando a dupla função do Banco Central brasileiro como regulador e operador da plataforma. Segundo Washington, o modelo poderia conferir vantagens competitivas que impactam empresas de tecnologia americanas no setor de pagamentos.
Em resposta, Galípolo destacou que o Pix é visto internacionalmente como um benchmark de inovação financeira, com diversos países buscando adaptar o modelo brasileiro às suas realidades. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a importância da soberania do sistema e a necessidade de manter as negociações com os EUA para evitar barreiras ao avanço das soluções de pagamento digitais brasileiras no cenário global.
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