Defesa diz ao STF que Bolsonaro não autorizou divulgação de carta
Advogados afirmam que o ex-presidente desconhecia a intenção de Flávio Bolsonaro de tornar pública uma carta escrita durante visita autorizada.
Pontos principais
- A defesa de Jair Bolsonaro protocolou petição ao STF negando conhecimento prévio sobre a divulgação de uma carta manuscrita pelo filho, Flávio Bolsonaro.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou que a PGR avalie em cinco dias se o episódio configura descumprimento de medidas cautelares.
- Como medida preventiva, o magistrado suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai pelo período de 90 dias.
- A proibição imposta a Bolsonaro veda o uso de redes sociais e a comunicação com o exterior, inclusive por meio de terceiros.
- A defesa sustenta que o ex-presidente cumpre rigorosamente as condições de sua prisão domiciliar humanitária.
- O STF investiga se a publicação do documento viola ordens judiciais, o que poderia resultar na revogação do benefício da prisão domiciliar.
A defesa de Jair Bolsonaro enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) negando que o ex-presidente tenha autorizado ou tido conhecimento prévio da divulgação de uma carta manuscrita pelo senador Flávio Bolsonaro. O documento, que expressava apoio à pré-candidatura do filho, foi publicado nas redes sociais, gerando questionamentos sobre uma possível violação das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária desde março de 2026.
Em resposta ao episódio, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até cinco dias sobre o caso. A análise da PGR será determinante para que o STF decida se houve descumprimento das ordens judiciais, que proíbem expressamente o uso de redes sociais pelo ex-presidente, mesmo que por intermédio de terceiros. A defesa reforça que a redação de manuscritos é uma atividade legítima e que Bolsonaro não buscou burlar as restrições impostas pela Corte.
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