Comissões do Congresso aprovam medidas de proteção a crianças e adolescentes
Projetos avançam no Senado e na Câmara para reforçar o atendimento a vítimas de violência sexual e combater crimes digitais contra menores.
Pontos principais
- A CDH do Senado aprovou o PL 1.096/2023, que estabelece diretrizes para o atendimento de crianças vítimas de violência sexual no SUS.
- O texto aprovado no Senado foca em acolhimento humanizado e articulação entre saúde, assistência social e justiça.
- A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou o PL 1692/25, que endurece o combate à violência virtual e ao incentivo à autolesão.
- O projeto da Câmara prevê o dobro da pena para crimes de induzimento ao suicídio ou automutilação em desafios virtuais.
- Plataformas digitais deverão fornecer dados às autoridades em casos de risco iminente à vida, segundo a proposta aprovada na Câmara.
O Congresso Nacional avançou nesta semana com duas propostas legislativas voltadas à proteção de crianças e adolescentes. No Senado, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou o Projeto de Lei 1.096/2023, que insere no Estatuto da Criança e do Adolescente diretrizes específicas para o atendimento de vítimas de violência sexual no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto, que segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais, prioriza o acolhimento humanizado e a integração entre os setores de saúde, assistência social e justiça, buscando fortalecer a rede de suporte existente sem interferir na organização técnica do sistema. Paralelamente, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o PL 1692/25, focado no combate à violência virtual. A medida altera o Código Penal e a Lei da Escuta Protegida para criminalizar práticas em redes sociais que induzam menores a danos físicos ou psíquicos. Entre os pontos centrais, destaca-se a obrigatoriedade de plataformas digitais fornecerem dados às autoridades em situações de risco iminente à vida, independentemente de ordem judicial prévia. Além disso, a proposta estabelece o aumento de até o dobro da pena para crimes de incentivo à autolesão ou ao suicídio, frequentemente associados a desafios virtuais. O projeto ainda passará por outras comissões temáticas antes de seguir para votação no Plenário da Câmara.
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