Pesquisa aponta persistência de violência física e verbal contra crianças
Estudo da Quaest revela que, apesar da defesa do diálogo, quase metade dos brasileiros admite usar agressão física na educação infantil.
Pontos principais
- Pesquisa ouviu 2.202 brasileiros entre maio e junho de 2026 sobre percepções da violência contra menores.
- Embora 90% defendam o diálogo, 62% admitem gritar com crianças e 49% confessam o uso de tapas.
- Dois terços dos entrevistados evitam intervir em atos de violência presenciados por medo ou respeito à privacidade familiar.
- O levantamento identificou um desconhecimento generalizado da população sobre as leis de proteção à infância no Brasil.
- Dados completos serão apresentados no 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância em setembro.
Uma pesquisa realizada pela Quaest para o Instituto Infinis expõe um paradoxo cultural na educação infantil brasileira. Embora a grande maioria dos entrevistados declare apoiar o diálogo como método educativo, a prática de agressões físicas e verbais permanece disseminada no cotidiano das famílias. O levantamento, conduzido entre maio e junho de 2026, aponta que 49% dos brasileiros admitem ter dado tapas em crianças, enquanto 62% confessam ter gritado com elas. A situação é agravada pela omissão de terceiros: dois terços dos participantes afirmam não intervir ao presenciar episódios de violência, justificando a postura pelo medo de retaliação ou pela crença na privacidade familiar. Além da persistência das agressões, o estudo destaca um desconhecimento significativo sobre a legislação de proteção à infância. Os resultados detalhados serão debatidos em setembro, durante o 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância.
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