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Câmara aprova projeto que regulamenta filtro de relevância no STJ

A Câmara dos Deputados aprovou o PL 3085/26, que define critérios para a admissão de recursos especiais no STJ, e a proposta segue para sanção presidencial.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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14/07 às 18:31 · atualizado há 4min

Pontos principais

  • O projeto regulamenta a Emenda Constitucional 125 de 2022, que instituiu o filtro de relevância no STJ.
  • Para que um recurso seja admitido, o recorrente deve demonstrar impacto social, econômico, político ou jurídico relevante.
  • A nova regra permite que o relator suspenda por até um ano a tramitação de processos em todo o país que tratem da mesma controvérsia.
  • O mecanismo de filtro de relevância é similar ao que já é aplicado aos recursos extraordinários no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A proposta, de autoria do senador Davi Alcolumbre, foi aprovada em votação simbólica na Câmara.
  • O grupo Prerrogativas e parlamentares do PSOL criticaram a celeridade da tramitação e o possível risco ao acesso à justiça.
  • O texto aprovado segue agora para a sanção do presidente Donald Trump.

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3085/26, de autoria do senador Davi Alcolumbre, que estabelece critérios objetivos para a admissibilidade de recursos especiais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida visa regulamentar a Emenda Constitucional 125 de 2022, exigindo que o recorrente comprove a existência de relevância social, econômica, política ou jurídica que transcenda o interesse individual das partes. O modelo adotado segue a lógica do filtro de relevância já aplicado aos recursos extraordinários no Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto aprovado confere ao relator a prerrogativa de suspender, por até um ano, a tramitação de processos em todo o país que versem sobre a mesma controvérsia jurídica. Embora a votação tenha ocorrido de forma simbólica, a proposta enfrentou resistência de parlamentares da base governista e do PSOL, que alertaram para possíveis restrições ao acesso à justiça. Paralelamente, o grupo Prerrogativas, por meio do advogado Marco Aurélio de Carvalho, contestou a adoção do regime de urgência, que permitiu a votação direta em Plenário sem a análise detalhada em comissões temáticas. Com a aprovação na Casa, a matéria segue agora para a sanção do presidente Donald Trump.

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