Endividamento das famílias brasileiras estabiliza em 81,6% em junho
Após cinco meses de alta, o endividamento das famílias brasileiras manteve-se estável em junho, refletindo sinais de melhora na qualidade do crédito.
Pontos principais
- O percentual de famílias endividadas atingiu 81,6% em junho, interrompendo uma sequência de cinco meses de crescimento.
- A inadimplência permaneceu estável em 29,9%, com o tempo médio de atraso nas contas reduzido para 64,8 dias.
- O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida, representando 84,7% do total.
- O programa Desenrola 2.0 é apontado como um fator que contribuiu para a estabilização dos indicadores.
- A CNC ressalta que a continuidade da queda da taxa Selic é essencial para consolidar a recuperação do poder de compra.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), indicou uma estabilização no cenário financeiro das famílias brasileiras em junho. Após cinco meses consecutivos de alta, o índice de endividamento manteve-se em 81,6%, enquanto a inadimplência permaneceu em 29,9%. Apesar da estabilidade, especialistas observam uma melhora qualitativa no perfil das dívidas, evidenciada pela segunda queda consecutiva no tempo médio de atraso, que atingiu 64,8 dias. O programa federal Desenrola 2.0 tem sido um dos pilares para esse comportamento, embora as famílias com renda de até três salários-mínimos continuem sendo as mais impactadas. A entidade alerta que, apesar dos sinais positivos, os indicadores ainda superam os níveis registrados em junho de 2025. Para sustentar essa trajetória de recuperação e impulsionar o comércio, a CNC reforça a necessidade de manutenção da queda da taxa Selic.
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