Inadimplência recorde e endividamento reduzem oferta de crédito no Brasil
Inadimplência atinge 4,4% e oferta de crédito recua 6,2% em abril, refletindo cautela bancária diante do alto endividamento das famílias.
Pontos principais
- A inadimplência no Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,4%, igualando o recorde histórico de fevereiro.
- O volume de novas concessões de crédito recuou 6,2% em abril, representando uma queda de R$ 45,6 bilhões.
- A inadimplência para pessoas físicas subiu para 5,4%, o maior nível desde maio de 2012.
- O endividamento das famílias permanece em 49,8%, pressionando a concessão de novos empréstimos.
- A taxa média de juros alcançou 33,8% ao ano, com spread bancário de 22,6 pontos percentuais.
O Banco Central informou que a inadimplência no Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,4% em abril, igualando o recorde histórico registrado em fevereiro. O indicador, que considera atrasos superiores a 90 dias, foi impulsionado pelo segmento de pessoas físicas, que alcançou 5,4%, o maior patamar desde maio de 2012. Esse cenário de deterioração da qualidade das carteiras tem levado as instituições financeiras a adotarem uma postura de maior cautela, resultando em uma retração de 6,2% na oferta de crédito, o que equivale a uma queda de R$ 45,6 bilhões nas concessões em relação a março. A restrição na liberação de novos empréstimos ocorre em um ambiente de custo elevado, com a taxa média de juros atingindo 33,8% ao ano e o spread bancário em 22,6 pontos percentuais. Embora o endividamento das famílias tenha se mantido em 49,8% da renda acumulada, o índice permanece acima dos níveis registrados no ano anterior, limitando a capacidade de tomada de crédito. Os dados foram publicados às vésperas do lançamento do programa Desenrola 2.0, que busca mitigar o impacto do endividamento no consumo das famílias brasileiras e reaquecer o mercado.
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