Endividamento das famílias brasileiras atinge recorde de 79,5% em janeiro
O endividamento das famílias brasileiras alcançou 79,5% em janeiro, igualando o recorde histórico, enquanto a inadimplência recuou pelo 3º mês, impulsionada pela expectativa de queda da Selic.
Pontos principais
- O percentual de famílias endividadas atingiu 79,5% em janeiro de 2026, repetindo o recorde de outubro passado.
- A inadimplência (dívidas em atraso) recuou para 29,3% em janeiro, a menor taxa desde abril do ano passado e pelo terceiro mês consecutivo.
- O comprometimento da renda com dívidas subiu para 29,7% em janeiro, o maior nível desde maio de 2025, com 19,5% das famílias dedicando mais da metade da renda.
- O cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelas pendências (85,4%), seguido por carnês (15,9%) e crédito pessoal (12,2%).
- Famílias com renda de até três salários mínimos são as mais endividadas (82,5%) e com maior taxa de inadimplência (38,9%).
O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo patamar recorde em janeiro de 2026, alcançando 79,5%, o mesmo índice registrado em outubro de 2025, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC. Este cenário de alto endividamento é acompanhado por um aumento na percepção de que as famílias estão "muito endividadas", chegando a 16,1%, e um crescimento no número de lares que declaram não ter condições de quitar suas dívidas, que subiu para 12,7%. Famílias com renda de até três salários mínimos são as mais afetadas, com 82,5% endividadas e 38,9% inadimplentes.
Apesar do recorde no endividamento, a inadimplência registrou uma queda para 29,3% em janeiro, a menor taxa desde abril do ano passado e o terceiro mês consecutivo de recuo, impulsionada pela expectativa de queda da taxa Selic. Contudo, o comprometimento da renda com dívidas atingiu 29,7% em janeiro, o maior nível desde maio de 2025, evidenciando a pressão financeira sobre os orçamentos domésticos. O cartão de crédito permanece como o principal vilão, concentrando 85,4% das pendências, com os juros elevados sendo um fator crucial para a dificuldade de pagamento, embora a futura redução da Selic possa aliviar a situação.
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