Caminhoneiros mantêm pressão por votação de MP do frete
Governo federal promete agilizar votação da MP do Piso do Frete para evitar greve nacional e garantir a estabilidade logística do país.
Pontos principais
- A categoria iniciou mobilização nacional para pressionar o Senado a votar a MP do Piso do Frete até 16 de julho.
- O governo federal comprometeu-se a articular a aprovação da medida para evitar uma greve e possíveis riscos de desabastecimento.
- O texto estabelece piso mínimo para o frete, obrigatoriedade do Ciot e multas de até R$ 1 milhão para empresas infratoras.
- Setores produtivos alertam que a regulamentação pode elevar custos logísticos e impactar preços ao consumidor final.
Caminhoneiros autônomos iniciaram uma mobilização nacional nesta segunda-feira (13) para exigir que o Senado vote a Medida Provisória do Piso do Frete antes que ela perca a validade, em 16 de julho. Diante da ameaça de uma greve que poderia comprometer o fluxo de mercadorias, o governo federal interveio nas negociações, prometendo empenho para garantir a aprovação do texto no Legislativo. A medida é vista pelo Executivo como uma estratégia de pacificação para evitar desabastecimento e impactos logísticos severos no país.
A proposta, que já passou pela Câmara, atende a demandas históricas da categoria ao instituir um piso mínimo para o frete e tornar obrigatório o Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), visando maior rastreabilidade. Enquanto os motoristas buscam celeridade, o setor produtivo mantém ressalvas, alertando que a imposição de valores mínimos e as multas de até R$ 1 milhão para empresas descumpridoras podem resultar em aumento nos custos de transporte e, consequentemente, na inflação de produtos ao consumidor final. Até o momento, as manifestações permanecem pacíficas e sem bloqueios em rodovias.
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