Funcionários da BYD em Camaçari protestam contra assédio e pedem reajuste
Trabalhadores da montadora chinesa em Camaçari exigem aumento salarial e denunciam casos de assédio sexual e moral dentro da unidade fabril.
Pontos principais
- O Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari reivindica reajuste salarial de 15% para a categoria.
- Denúncias de assédio sexual e moral motivaram a mobilização dos funcionários na fábrica.
- A presença de policiais armados em assembleia sindical gerou tensão e paralisação temporária do turno.
- O sindicato buscará esclarecimentos com o Comando da Polícia Militar da Bahia sobre a atuação da corporação.
- A unidade da BYD já enfrentou escândalos anteriores, incluindo denúncias de trabalho análogo à escravidão em 2024.
A fábrica da BYD em Camaçari enfrenta uma nova onda de pressão trabalhista após funcionários denunciarem casos de assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. A mobilização, liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, também inclui uma pauta de reivindicações que solicita um reajuste salarial de 15%. O clima na unidade se agravou após a presença de policiais armados durante uma assembleia sindical, o que resultou na paralisação temporária das atividades do primeiro turno e levou o sindicato a agendar uma reunião com o Comando da Polícia Militar da Bahia para discutir a conduta da corporação em eventos da categoria. A montadora chinesa, que já esteve envolvida em polêmicas relacionadas a condições de trabalho análogas à escravidão em 2024, busca agora negociar novos acordos coletivos enquanto tenta conter o desgaste de sua imagem perante os trabalhadores e a opinião pública.
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