Anfavea critica isenção fiscal para importação de carros elétricos
Associação aponta competição desigual e risco de perda de empregos com a manutenção de benefícios para veículos importados até 2027.
Pontos principais
- A Anfavea contesta a decisão do Gecex de manter isenção de impostos para importação de veículos em regime CKD e SKD.
- A medida, válida até janeiro de 2027, permite a importação sem taxas dentro de uma cota de US$ 463 milhões.
- A entidade afirma que o benefício favorece marcas chinesas, como a BYD, em detrimento da indústria automotiva nacional.
- Estudos da associação indicam que o modelo de montagem simplificada pode causar a perda de até 70% dos empregos no setor.
A Anfavea manifestou forte descontentamento com a decisão do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) de renovar a isenção fiscal para a importação de veículos elétricos sob os regimes CKD e SKD até janeiro de 2027. Segundo a entidade, a manutenção da cota de US$ 463 milhões cria uma competição desigual, favorecendo montadoras chinesas, como a BYD, em detrimento da produção local. O presidente da associação, Igor Calvet, criticou a falta de diálogo com o governo e alertou para os riscos econômicos da medida. De acordo com projeções da Anfavea, a transição para regimes de montagem simplificada pode comprometer a competitividade da indústria brasileira, resultando na perda de até 70% dos postos de trabalho no setor automotivo nos próximos anos.
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