Líbano mantém negociações com Israel sob mediação dos EUA
O governo libanês reafirma compromisso com acordo de retirada de tropas israelenses, apesar da continuidade dos ataques e da oposição interna.
Pontos principais
- O presidente Joseph Aoun defende a via diplomática para restaurar a soberania libanesa e retirar tropas israelenses.
- Uma delegação dos EUA chegou a Beirute para coordenar a retirada gradual de forças de zonas piloto no sul do país.
- O conflito, iniciado em 2 de março, já acumula mais de 4.300 mortes e 1 milhão de pessoas deslocadas.
- Líderes locais e o Hezbollah criticam os termos do acordo, enquanto Israel exige a criação de uma zona de segurança.
- Uma nova rodada de negociações técnicas entre as partes está agendada para ocorrer em Roma nos dias 15 e 16 de julho.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, reafirmou a continuidade das negociações diplomáticas com Israel, mesmo diante da persistência de intensos ataques militares no sul do território libanês. A iniciativa, mediada pelos Estados Unidos, busca implementar o acordo de transição firmado em 26 de junho, que prevê a retirada escalonada das tropas israelenses de zonas piloto. A delegação americana já iniciou em Beirute as diretrizes para a transição do controle dessas áreas para o exército libanês. Contudo, o cenário permanece instável devido à oposição interna de grupos como o Hezbollah, que rejeita os termos do tratado, e à exigência de Israel por uma zona de segurança permanente. Com mais de 4.300 mortos desde março, o sucesso das rodadas técnicas previstas para julho em Roma é considerado crucial para evitar uma escalada ainda maior do conflito regional.
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