Líbano e Israel iniciam negociações diretas em Washington
Líbano e Israel concordaram em iniciar negociações diretas para um cessar-fogo e delimitação de fronteira, apesar dos combates contínuos e da guerra EUA-Irã, em um encontro histórico mediado pelos EUA.
Pontos principais
- Representantes de Líbano e Israel concordaram em iniciar negociações diretas em Washington, a partir de terça-feira (14).
- A decisão ocorreu após uma reunião trilateral em Washington, organizada pelos Estados Unidos.
- O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou do encontro e classificou-o como histórico.
- Combates persistem no sul do Líbano entre Israel e militantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
- O Hezbollah opõe-se às negociações, considerando-as 'inúteis' e afirmando que não acatará nenhum eventual acordo.
- As conversas focaram principalmente na questão do Hezbollah e ocorreram em um contexto de guerra entre EUA e Irã.
- Rubio alertou que o processo de paz será demorado devido à complexidade do conflito.
- Não há expectativa de um avanço imediato na guerra em curso entre o Hezbollah e Israel.
Embaixadores de Líbano e Israel concordaram em iniciar negociações diretas para um cessar-fogo e a delimitação de uma fronteira, após um encontro trilateral em Washington mediado pelos Estados Unidos. O Departamento de Estado dos EUA confirmou o acordo, que representa o primeiro encontro direto entre os países em décadas. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, esteve presente na reunião, e o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, informou sobre o progresso das negociações. As conversas focaram principalmente na questão do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, e o encontro coincidiu com o segundo dia do bloqueio dos EUA aos portos iranianos e com a guerra em curso entre EUA e Irã. As negociações diretas estão programadas para ocorrer em Washington, a partir de terça-feira (14), embora não haja expectativa de um avanço imediato na guerra em curso entre o Hezbollah e Israel.
O presidente libanês, Joseph Aoun, manifestou a expectativa de que as conversas resultem no fim do conflito e na estabilidade regional, com o reposicionamento do exército libanês na fronteira. O governo libanês expressou o desejo de não ser mais 'ocupado' pelo Hezbollah durante as negociações. Contudo, combates persistem no sul do Líbano entre Israel e militantes do Hezbollah. A continuidade dos conflitos ameaça minar o cessar-fogo entre EUA e Irã, enquanto o Hezbollah opõe-se às negociações, considerando-as 'inúteis' e declarando que não acatará qualquer acordo.
Israel, por sua vez, recusa-se a negociar diretamente com o Hezbollah, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu instruiu seu governo a buscar negociações de paz com o Líbano visando o desarmamento do grupo. Os EUA afirmam que Israel e Líbano concordaram com mais negociações de paz, apesar da tensão na região e da recusa de Israel em cessar sua campanha militar contra o Hezbollah. O chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, classificou a reunião como histórica, mas alertou que o processo de paz será demorado devido à complexidade do conflito entre Israel e o Hezbollah, uma facção xiita apoiada pelo Irã.
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