Presidente do Instituto Rio Metrópole é preso por desvio de R$ 86 milhões
Operação do MPRJ investiga esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos fraudulentos e saques em espécie no Rio de Janeiro.
Pontos principais
- Davi Perini Vermelho, presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), foi preso sob acusação de liderar um esquema de desvio de R$ 86,3 milhões.
- O esquema utilizava contratos superfaturados com empresas e o Instituto BIO, uma entidade de fachada sem estrutura operacional.
- Investigações apontam que valores eram sacados em espécie e transportados por escolta armada para dificultar o rastreamento financeiro.
- Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas por crimes como organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
- A operação foi deflagrada após auditoria da Controladoria Geral do Estado identificar irregularidades nos contratos do órgão.
O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa instalada no Instituto Rio Metrópole (IRM). Entre os presos está o presidente do órgão, Davi Perini Vermelho, apontado como o líder do núcleo de servidores envolvidos no esquema. A investigação aponta que, entre 2022 e 2026, o instituto firmou contratos vagos e superfaturados com empresas privadas e com o Instituto BIO, uma entidade de fachada que servia para operacionalizar os desvios de recursos públicos.
Para ocultar a origem ilícita dos valores, o grupo realizava saques em espécie, movimentando mais de R$ 3 milhões em dinheiro vivo apenas entre maio de 2025 e janeiro de 2026. O transporte desses montantes contava com escolta armada para evitar o rastreamento pelos órgãos de controle. Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento dos denunciados de seus cargos públicos, o bloqueio de bens e a aplicação de medidas cautelares, como a proibição de deixar o país. O caso veio à tona após uma auditoria interna da Controladoria Geral do Estado detectar as irregularidades, levando o Ministério Público a denunciar 11 pessoas pelos crimes de corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
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