Preço do petróleo dispara após novos ataques dos EUA ao Irã
O petróleo subiu mais de 7% com a escalada militar no Oriente Médio, enquanto o ouro mantém trajetória de queda diante de riscos inflacionários.
Pontos principais
- O petróleo Brent avançou 7,24%, chegando a US$ 79,53 por barril, com o WTI subindo 6%.
- A escalada militar ocorre após novos bombardeios no Estreito de Ormuz e o fim do acordo provisório com o Irã anunciado por Donald Trump.
- O aumento nos custos de energia gera preocupações globais sobre a inflação, conforme destacado pelo Federal Reserve.
- O ouro registra queda nos mercados internacionais, pressionado pela instabilidade geopolítica e pela alta dos preços de energia.
Os mercados globais de commodities reagiram com volatilidade à intensificação do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Pelo segundo dia consecutivo, ataques militares americanos na região do Oriente Médio elevaram o temor de interrupções no fluxo de petróleo, especialmente após bombardeios no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump confirmou a continuidade das ações militares durante a cúpula da Otan, sinalizando o encerramento de um acordo provisório com o governo iraniano. Como resultado, o petróleo Brent disparou mais de 7%, atingindo a marca de US$ 79,53 por barril, enquanto o WTI registrou alta de 6%.
O cenário de incerteza geopolítica tem gerado efeitos distintos entre os ativos de proteção e as commodities energéticas. Enquanto o petróleo se valoriza devido à preocupação com a segurança das rotas de exportação, o ouro mantém uma trajetória de queda. Analistas apontam que a escalada dos preços de energia pode pressionar a inflação global, um tema que já figura como preocupação central nas atas do Federal Reserve. O mercado segue monitorando os desdobramentos militares e o impacto nos estoques americanos, que registraram um aumento inesperado de quase 3 milhões de barris na última semana.
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