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Preço do petróleo oscila com escalada de tensões entre EUA e Irã

O petróleo Brent subiu 3,58% após novos ataques no Golfo Pérsico, enquanto o mercado monitora o impacto da instabilidade no Estreito de Ormuz e sinais diplomáticos do Irã.

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Foto: G1 - Economia
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26/05 às 08:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O petróleo Brent encerrou o dia em alta de 3,58%, cotado a US$ 99,58 o barril.
  • O petróleo WTI fechou em queda de 2,81%, a US$ 93,89, após o retorno do feriado nos EUA.
  • A tensão escalou após o Irã afirmar ter derrubado um drone americano no Golfo Pérsico.
  • O líder supremo iraniano ameaçou atacar bases americanas, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian sinalizou abertura para negociações.
  • O Japão busca rotas alternativas de importação devido ao risco de fechamento do Estreito de Ormuz.
  • O dólar abriu em alta no Brasil, cotado a R$ 5,0210, refletindo a aversão ao risco dos investidores.
  • Empresas como Exxon Mobil e ConocoPhillips exploram novas oportunidades de exploração na Venezuela.

O preço do petróleo Brent encerrou o dia com alta de 3,58%, cotado a US$ 99,58, em meio à intensificação das tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã. A escalada do conflito ganhou novos contornos após o governo iraniano afirmar ter derrubado um drone americano no Golfo Pérsico, acompanhado de ameaças do líder supremo do país contra bases militares dos EUA na região. Em contrapartida, o petróleo WTI registrou queda de 2,81%, fechando a US$ 93,89, em um movimento de ajuste após o retorno do feriado de Memorial Day nos mercados americanos. Apesar da retórica agressiva, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sinalizou disposição para negociar um acordo, adicionando uma camada de complexidade às expectativas do mercado.

O cenário de instabilidade no Estreito de Ormuz tem forçado nações dependentes de energia, como o Japão, a buscar rotas alternativas de importação para garantir o suprimento. Analistas da Capital Economics projetam incerteza contínua nos preços caso o bloqueio da região se concretize. Enquanto o mercado global de energia enfrenta um ponto de inflexão, grandes petroleiras como Exxon Mobil e ConocoPhillips buscam diversificar suas operações, voltando atenções para oportunidades de exploração na Venezuela. No Brasil, o dólar abriu em alta, cotado a R$ 5,0210, impulsionado pela busca por segurança dos investidores diante da incerteza geopolítica.

Analistas internacionais e o governo do presidente Donald Trump monitoram de perto os desdobramentos diplomáticos, enquanto o mercado aguarda a divulgação do índice PCE nos EUA para avaliar os impactos da crise na inflação global. Paralelamente, o mercado doméstico brasileiro mantém atenção a pautas legislativas, como o adiamento da votação da jornada de trabalho 6x1 no Senado. A volatilidade permanece elevada, com o mercado em alerta máximo diante das ameaças de retaliação da Guarda Revolucionária do Irã e seus reflexos diretos nos ativos globais.

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