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Preço do petróleo e bolsas oscilam com incertezas sobre conflito EUA-Irã

Mercados financeiros e preços do petróleo registram volatilidade, equilibrando expectativas de um acordo diplomático com a escalada de tensões no Oriente Médio e na Ucrânia.

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Foto: Bloomberg - Markets
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28/05 às 09:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O petróleo WTI subiu 0,25% para US$ 88,90 e o Brent avançou 0,49% para US$ 92,70.
  • Relatos de um possível acordo entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz aliviaram preocupações iniciais.
  • Ataques aéreos em Beirute e a ofensiva ucraniana contra a refinaria russa de Tuapse mantêm a pressão sobre os preços.
  • Bolsas americanas reverteram perdas iniciais com o otimismo sobre negociações diplomáticas.
  • O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, alertou sobre a vulnerabilidade da economia americana a choques nos preços de energia.
  • Rússia e Casaquistão firmaram acordo para ampliar o fornecimento de petróleo à China.
  • A volatilidade reflete a alta sensibilidade dos investidores a tensões geopolíticas globais.

O mercado internacional de energia e as bolsas de valores apresentaram forte volatilidade nesta quinta-feira, reagindo a sinais contraditórios sobre o conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Inicialmente, o preço do barril de petróleo subiu impulsionado pela preocupação com a segurança da cadeia de suprimentos global diante da escalada de ataques diretos. O cenário também pressionou negativamente os índices S&P 500 e Dow Jones, que chegaram a registrar quedas devido à aversão ao risco dos investidores. Contudo, o mercado reverteu parte dessas perdas após a circulação de relatos sobre um possível novo acordo diplomático entre Washington e Teerã para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, trazendo um alívio temporário aos investidores.

Apesar do otimismo diplomático, o mercado permanece sob pressão devido a outros focos de instabilidade, como os ataques aéreos de Israel em Beirute e a ofensiva ucraniana contra a refinaria russa de Tuapse. O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, reforçou a cautela ao alertar sobre a vulnerabilidade da economia americana a choques nos preços de energia. Paralelamente, a Rússia e o Casaquistão buscaram diversificar suas rotas ao firmar um acordo para ampliar o fornecimento de petróleo à China. Analistas apontam que a instabilidade geopolítica deve manter a cautela nos mercados financeiros nas próximas sessões, uma vez que a reação dos ativos permanece altamente dependente de qualquer desdobramento oficial sobre a estabilização da oferta global.

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