O ouro tem sido um ativo de valor por milênios, utilizado como moeda, joia e reserva de riqueza. No mercado moderno, seu preço é influenciado por uma complexa interação de fatores econômicos, políticos e de demanda. Em 2025, o metal registrou um aumento de 64%, o maior ganho anual desde 1979. Este crescimento foi atribuído à demanda por refúgio seguro, à flexibilização da política monetária dos Estados Unidos, às compras robustas por bancos centrais (como a China, que registrou 14 meses consecutivos de compras em dezembro de 2025) e aos fluxos recordes em fundos negociados em bolsa (ETFs).
Em janeiro de 2026, o ouro à vista ultrapassou US$ 5.100 por onça pela primeira vez, atingindo um pico histórico de US$ 5.110,50. Este rali foi catalisado por uma crise de confiança na administração dos Estados Unidos, especialmente após decisões erráticas do então presidente Donald Trump, como ameaças de tarifas a aliados europeus e ao Canadá, e a imposição de tarifas sobre vinhos franceses. Analistas preveem que os preços podem continuar a subir, possivelmente em direção a US$ 6.000, devido às crescentes tensões globais e à forte demanda de bancos centrais e varejo.