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Preço do petróleo dispara após Trump declarar fim de acordo com Irã

O petróleo subiu mais de 6% após o presidente Donald Trump anunciar o fim do cessar-fogo com o Irã em meio a uma escalada de ataques militares no Golfo.

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Foto: G1 Mundo
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08/07 às 08:15 · atualizado há 1min

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump declarou o fim do cessar-fogo com o Irã durante a cúpula da OTAN em Ancara.
  • A decisão ocorre após ataques iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz e retaliações militares dos EUA.
  • Os Estados Unidos realizaram bombardeios contra 80 alvos em território iraniano, incluindo a cidade portuária de Sirik.
  • O Irã respondeu com ataques a bases militares americanas localizadas no Bahrein, Kuwait e Catar, além de derrubar um drone MQ-9.
  • O preço do barril de petróleo Brent atingiu US$ 78, registrando alta superior a 6% devido ao risco de interrupção no fornecimento global.
  • Mercados financeiros globais reagiram negativamente, com queda nas bolsas e migração de investidores para ativos de segurança.
  • Analistas alertam que a instabilidade no Estreito de Ormuz pode pressionar a inflação global e complicar a política monetária do Federal Reserve.

O preço do petróleo disparou mais de 6% nesta quarta-feira, atingindo a marca de US$ 78 por barril, após o presidente Donald Trump anunciar o encerramento do cessar-fogo com o Irã. A declaração, feita durante a cúpula da OTAN em Ancara, marca uma ruptura definitiva nas negociações diplomáticas e ocorre em um momento de intensa escalada militar no Oriente Médio. A tensão foi agravada por ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de energia, o que motivou uma ofensiva americana contra 80 alvos em território iraniano. Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares dos EUA no Bahrein, Kuwait e Catar, além de derrubar um drone MQ-9, consolidando um cenário de conflito direto. A instabilidade na região gerou uma reação imediata nos mercados financeiros, com quedas acentuadas nas bolsas globais e uma corrida de investidores para ativos considerados mais seguros, como o dólar. Analistas de mercado apontam que a interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz representa um risco severo para a oferta global, podendo pressionar a inflação e dificultar a condução da política monetária pelo Federal Reserve. A situação é acompanhada com preocupação por líderes da OTAN e da União Europeia, que temem que o agravamento da crise militar torne inviável qualquer tentativa de retomada de negociações diplomáticas no curto prazo. Além da crise no Golfo, o mercado de commodities enfrenta pressões adicionais devido a ataques ucranianos contra a infraestrutura petrolífera russa, criando um ambiente de volatilidade sem precedentes para o setor de energia.

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