Flávio Bolsonaro articula nos EUA contra tarifas de Trump ao Brasil
O senador Flávio Bolsonaro participou de audiência nos EUA para discutir tarifas comerciais, gerando críticas do governo Lula e intensificando a disputa eleitoral de 2026.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro participou de audiência no USTR para debater a imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
- O senador defendeu a suspensão de taxas de 25% contra o Brasil, argumentando que o contexto atual é inadequado.
- O governo brasileiro classificou a atuação do senador como diplomacia clandestina e tentativa de capitalização eleitoral.
- A Secom emitiu nota oficial repudiando a postura de Flávio Bolsonaro, acusando-o de legitimar sanções contra o país.
- O governo Lula busca negociar exceções às tarifas antes do prazo final, estabelecido para 15 de julho.
- Durante a agenda, Flávio Bolsonaro reivindicou a autoria do Pix para a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro.
- Pesquisas indicam que parte do eleitorado associa a imagem do senador às sanções econômicas impostas pelo governo Trump.
O senador Flávio Bolsonaro realizou uma viagem aos Estados Unidos para participar de uma audiência no USTR, órgão responsável pela política comercial americana. O objetivo central da agenda foi discutir o pacote de tarifas proposto pelo governo de Donald Trump, que prevê taxas de até 25% sobre produtos brasileiros. Durante o evento, o parlamentar buscou se posicionar como um interlocutor capaz de mitigar os impactos econômicos das sanções, ao mesmo tempo em que aproveitou o espaço para reivindicar a criação do Pix como um legado da gestão de seu pai, Jair Bolsonaro, em meio à corrida eleitoral para 2026.
A movimentação provocou uma reação imediata do governo Lula. Ministros e a Secretaria de Comunicação Social (Secom) classificaram a iniciativa do senador como uma forma de diplomacia clandestina e uma traição aos interesses nacionais. Enquanto o Executivo mantém negociações diplomáticas oficiais para ampliar a lista de exceções às tarifas antes do prazo final de 15 de julho, a oposição tenta utilizar o tema para fortalecer sua narrativa política. O embate reflete a crescente tensão entre o governo atual e a ala bolsonarista, que busca capitalizar politicamente sobre a proximidade com a administração de Donald Trump para influenciar o eleitorado brasileiro.
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