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FBI investiga Associação do Futebol Argentino por suspeitas financeiras

O FBI apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude bancária envolvendo movimentações milionárias da AFA realizadas nos Estados Unidos.

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Foto: Máquina do Esporte
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08/07 às 12:02 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • Investigação foca na gestão de Claudio Tapia e Pablo Toviggino e na empresa TourProdEnter LLC.
  • Autoridades americanas analisam movimentações financeiras que superam US$ 260 milhões.
  • Cerca de US$ 57 milhões teriam sido distribuídos sem justificativa econômica clara.
  • A apuração, iniciada em 2025, envolve procuradores de Washington D.C. e da Flórida.
  • A AFA defende a presunção de inocência e afirma que as investigações não comprovam culpa.

O FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciaram uma investigação sobre as operações financeiras da Associação do Futebol Argentino (AFA) realizadas em solo americano. A apuração, que teve início em 2025, concentra-se em possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude bancária relacionados à gestão de Claudio Tapia e Pablo Toviggino. O foco central das autoridades recai sobre a empresa TourProdEnter LLC, que teria movimentado centenas de milhões de dólares em contratos comerciais e organização de jogos da seleção argentina fora do país de origem. Documentos analisados por procuradores federais indicam que, do montante total de US$ 260 milhões movimentados pela entidade, aproximadamente US$ 57 milhões foram distribuídos sem uma justificativa econômica transparente. O empresário Guillermo Tofoni já foi ouvido pelas autoridades como parte do processo, que também pode incluir depoimentos de integrantes do governo do presidente Javier Milei. Embora a investigação esteja em estágio preliminar e ainda não tenha se tornado uma ação criminal formal, o caso ganha relevância por envolver procuradores com histórico em apurações de corrupção internacional. Em resposta, a AFA declarou que mantém a presunção de inocência e reforçou que as investigações em curso não representam, até o momento, a comprovação de qualquer irregularidade ou culpa por parte da entidade ou de seus dirigentes.

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