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Nova York e Nova Jersey investigam venda de ingressos da Copa de 2026

Procuradores investigam a Fifa por preços abusivos, uso de precificação dinâmica e irregularidades na alocação de assentos para a Copa do Mundo de 2026.

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Foto: InfoMoney
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27/05 às 13:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Autoridades de Nova York e Nova Jersey investigam possíveis irregularidades na precificação e transparência da venda de ingressos.
  • Denúncias apontam que torcedores pagaram por assentos premium e foram realocados para locais inferiores no MetLife Stadium.
  • A Fifa implementou pela primeira vez a política de preços dinâmicos, ajustando valores conforme a demanda.
  • O custo do transporte público para o estádio sofreu um aumento de oito vezes durante o período da competição.
  • O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a entidade alegando oferta limitada frente à alta demanda global.
  • A Fifa, que projeta arrecadar US$ 11 bilhões com o torneio, ainda não se manifestou sobre as intimações recebidas.
  • O evento, sediado por EUA, Canadá e México, tem início marcado para 11 de junho de 2026.

Os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey intensificaram a investigação contra a Fifa ao emitirem intimações formais para apurar práticas abusivas na venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026. O inquérito foca na transparência da precificação, que inclui a adoção inédita de preços dinâmicos pela entidade, e em denúncias de consumidores que pagaram por ingressos de Categoria 1, mas foram realocados para assentos de Categoria 2 no MetLife Stadium. Além das questões sobre os bilhetes, as autoridades analisam o impacto de custos acessórios, como o aumento de oito vezes no valor do transporte público para o estádio durante o torneio.

A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, reforçou que a exploração de torcedores não será tolerada. Em resposta às críticas, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu o modelo de comercialização da entidade, argumentando que a oferta de ingressos é limitada diante da alta demanda global. A Fifa, que projeta uma arrecadação total de US$ 11 bilhões com a competição, ainda não se manifestou publicamente sobre o conteúdo específico das intimações. A pressão das autoridades locais ocorre em um momento crítico de preparação, reforçando a necessidade de garantir a integridade e a transparência no processo de venda para o público internacional antes do início do evento, em 11 de junho de 2026.

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