Morgan Stanley aposta em queda da Selic enquanto Tesouro monitora juros
Morgan Stanley projeta cortes na Selic para 2026, enquanto o Tesouro Nacional avalia intervenções para conter a volatilidade nos títulos públicos.
Pontos principais
- Morgan Stanley elevou recomendação para títulos públicos brasileiros de três anos, prevendo aceleração no corte de juros no segundo semestre de 2026.
- A tese do banco baseia-se na expectativa de controle inflacionário e na melhora do cenário fiscal brasileiro.
- O Tesouro Nacional estuda medidas como leilões de recompra para conter a volatilidade e taxas reais dos títulos IPCA+ acima de 8%.
- Analistas divergem sobre a eficácia de uma intervenção, alertando que a solução estrutural depende da percepção da política fiscal.
- O mercado aguarda o próximo leilão de títulos na terça-feira como termômetro para a estratégia do governo.
O mercado de renda fixa brasileiro vive um momento de contraste entre o otimismo de grandes gestoras e a cautela operacional do governo. Enquanto o Morgan Stanley elevou sua recomendação para títulos públicos, apostando que o Banco Central acelerará o ciclo de cortes da Selic em 2026 devido à expectativa de controle inflacionário, o Tesouro Nacional enfrenta um cenário de alta volatilidade. Com taxas reais de títulos IPCA+ superando a marca de 8% ao ano, o Tesouro avalia intervenções diretas, como leilões de recompra, para estabilizar o mercado. Especialistas alertam, contudo, que tais medidas podem ter efeito limitado se não forem acompanhadas por uma melhora estrutural na percepção fiscal do país. O próximo leilão de venda de títulos, marcado para terça-feira, será decisivo para entender a eficácia da estratégia governamental frente ao estresse atual.
Comentários
Carregando comentários...
