Vendas de Tesouro IPCA+ sobem 73% com juros reais em patamares recordes
A procura por títulos atrelados à inflação disparou no primeiro semestre de 2026, levando o Tesouro Nacional a monitorar a liquidez do mercado.
Pontos principais
- Vendas do Tesouro IPCA+ atingiram R$ 18,8 bilhões no primeiro semestre de 2026.
- Taxas reais dos títulos NTN-B superaram a marca de 8% ao ano recentemente.
- O Tesouro Nacional declarou estar preparado para intervir e realizar recompras para garantir a liquidez.
- O governo contesta a ideia de que a alta dos juros seja motivada apenas por questões fiscais.
- Especialistas alertam para a volatilidade da marcação a mercado em papéis de prazo mais longo.
O mercado de títulos públicos brasileiros registrou um movimento expressivo no primeiro semestre de 2026, com as vendas do Tesouro IPCA+ saltando 73% e alcançando R$ 18,8 bilhões. A alta demanda é impulsionada pela busca de investidores por proteção contra a inflação em um cenário de juros reais superiores a 7% ao ano, pressionados pela volatilidade fiscal e incertezas econômicas. Em resposta, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o Tesouro Nacional monitora de perto as taxas, que chegaram a superar 8% ao ano, e está pronto para realizar intervenções técnicas, como recompras de títulos, para assegurar a liquidez do mercado. Embora o governo conteste a visão de que a pressão sobre os juros seja puramente fiscal, a autoridade mantém prontidão para conter distorções, lembrando que intervenções de grande porte já foram realizadas anteriormente para estabilizar a curva de juros.
Comentários
Carregando comentários...
