Renda fixa tem desempenho desigual em junho com alta nos juros futuros
Títulos pós-fixados superam o CDI, enquanto ativos atrelados à inflação sofrem desvalorização devido à abertura da curva de juros.
Pontos principais
- Debêntures atreladas ao DI lideraram os ganhos de junho com retorno de 1,23%.
- Títulos públicos indexados ao IPCA (IMA-B) registraram queda de 1,04% no mês.
- A abertura da curva de juros futuros pressionou o valor de mercado de títulos prefixados e atrelados à inflação.
- O mercado de crédito privado enfrentou instabilidade com o aumento de spreads em grandes empresas.
- A percepção fiscal doméstica negativa pesou sobre os ativos, apesar da taxa Selic fixada em 14,25% ao ano.
O mercado de renda fixa apresentou resultados divergentes em junho de 2026, refletindo a volatilidade da curva de juros futuros. Enquanto os fundos DI e títulos pós-fixados mantiveram retornos consistentes, superando o CDI, os ativos atrelados à inflação e prefixados sofreram com a marcação a mercado negativa. A pressão sobre esses papéis foi agravada pela deterioração da percepção fiscal brasileira, que elevou os prêmios de risco, e por resgates expressivos em fundos de infraestrutura, que forçaram a venda de ativos a preços desfavoráveis. Além disso, o setor de crédito privado registrou instabilidade devido ao aumento de spreads em companhias de grande porte. Embora a volatilidade afete o desempenho de curto prazo, gestoras ressaltam que o potencial de ganho permanece para investidores com foco no médio e longo prazo, apesar da inflação acumulada seguir acima do teto da meta.
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